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PF desarticula esquema de migração ilegal e investiga sogra de Daniel Vilela em operação milionária

Segundo as apurações, ela teria papel estratégico na estrutura criminosa, atuando na logística das viagens clandestinas e no contato com os chamados “coiotes”.
PF desarticula esquema de migração ilegal e investiga sogra de Daniel Vilela em operação milionária. Foto: Reprodução

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A Polícia Federal deflagrou nesta semana uma operação contra um suposto esquema de migração ilegal de brasileiros para os Estados Unidos, por meio da rota do México, e uma das investigadas é Maria Helena de Souza Netto Costa, sogra do governador de Goiás, Daniel Vilela. Segundo as apurações, ela teria papel estratégico na estrutura criminosa, atuando na logística das viagens clandestinas e no contato com os chamados “coiotes”. O governador e a esposa dele, Iara Netto Vilela, não são alvos da investigação.

De acordo com a investigação, o grupo organizava a saída de brasileiros do país com auxílio de atravessadores mexicanos, oferecendo suporte desde a compra de passagens até orientações durante a travessia. O esquema também incluiria assistência a migrantes em caso de prisão ou abordagem pelas autoridades, reforçando a suspeita de uma rede estruturada e com atuação coordenada.

As investigações começaram em 2021 e o caso acabou sendo denunciado pelo Ministério Público Federal em 2023. A denúncia aponta que Maria Helena teria participado da organização logística da migração irregular, mantendo contato com intermediários, auxiliando na preparação das viagens e contribuindo para o funcionamento do esquema. A acusação sustenta ainda que os integrantes atuavam em conjunto para obter vantagem econômica com a prática ilegal.

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A operação da PF mira uma organização que, segundo as apurações, pode ter movimentado valores milionários ao longo dos últimos anos. Em reportagens recentes sobre o caso, a movimentação atribuída ao grupo chegou a R$ 240 milhões, cifra que evidencia a dimensão do esquema investigado. Em outro trecho da apuração, o núcleo ligado à suspeita teria movimentado cerca de R$ 45 milhões.

O caso tramita na Justiça Federal, onde a investigação segue em andamento. Até o momento, a condição processual de Maria Helena é de investigada e ré na ação, enquanto a PF apura a extensão da participação de cada integrante da suposta rede. A ofensiva policial inclui mandados e medidas cautelares para aprofundar a coleta de provas e identificar o alcance da organização.

Apesar da ligação familiar com o governador, as informações apuradas até agora indicam que Daniel Vilela não é alvo da investigação. O episódio, porém, ampliou o impacto político do caso em Goiás, sobretudo pela repercussão envolvendo uma figura próxima ao núcleo familiar do chefe do Executivo estadual.

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