Um cabo da Polícia Militar é suspeito de matar um homem a tiros em. Conforme o registro de ocorrência, uma briga de trânsito pode ter causado o crime. O documento relata ainda que foram feitos ao menos 17 disparos contra o carro onde estava a vítima, o motorista de ambulância Fabiano Araújo Costa (foto), de 44 anos.
O crime aconteceu na noite de domingo (23). O boletim narra que a vítima chegou em casa em seu carro – um GM/Onix – e, quando se preparava para entrar na garagem, foi alvejado, morrendo no local. Em seguida, o cabo, lotado nas Rondas Ostensivas Tática Metropolitana (Rotam), teria fugido.
O boletim narra que uma equipe da Polícia Militar (PM) ouviu os disparos e foi averiguar, encontrando o carro perfurado e a vítima baleada dentro dele. Fabiano não tinha passagens criminais.
Uma testemunha relatou ter visto o autor dos disparos saindo logo em seguida em uma BMW conversível vermelha. A corporação fez buscas, mas não conseguiu localizá-lo.
A ocorrência narra que o carro de Fabiano apresentava avarias na lataria, que, segundo a PM, “pode ser a origem do crime, ou seja, uma briga de trânsito”. Porém, não há detalhes sobre esse suposto entrevero.
Policial em silêncio
Em outra ocorrência, consta a informação de que o comando da Rotam recebeu informações sobre as características do autor do homicídio e do veículo usado, as quais batiam com o cabo. Após contato, ele se apresentou na 4ª Companhia, onde é lotado, e, posteriormente, à Central de Flagrantes de Anápolis.
O documento destaca também que o motorista foi morto por disparos efetuados de uma pistola 9 milímetros, mesmo calibre da arma usada pelo cabo.
Ao se apresentar em seu pelotão, cita o boletim, o cabo foi questionado sobre o homicídio, mas preferiu ficar em silêncio e também não apresentou sua arma de fogo.
O caso deve começar a ser investigado, após o feriado de carnaval, pela delegacia de Corumbá de Goiás.
Namorada desabafa
A namorada de Fabiano, a advogada Sarah Michelle Dutra, disse que a irmã da vítima presenciou o crime. Ela cobra respostas do homicídio e lamenta o ataque ao namorado, “que não fazia mal a ninguém”.
“Até agora eu não tenho explicação e a família também não. Eu não estava no momento. A irmã viu tudo e presenciou tudo. Às vezes a gente pensa, ‘eu poderia estar para tentar evitar’. Não sei o que eu poderia fazer. O que eu queria era ela de volta, mas não tem como”, afirma.
“Eu queria que descobrisse quem foi para saber porque tirou a vida de uma pessoa que não fazia mal para ninguém. Isso que eu quero, Justiça. Quero saber quem fez e porque que fez”, completou.
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