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Polícia Civil desarticula esquema de “Jogo do Bicho” que movimentava R$ 1,4 milhão por ano em Porangatu

Operação cumpriu mandados de busca e apreensão em seis bancas; chefe do esquema não foi localizado
Polícia Civil desarticula esquema de “Jogo do Bicho” que movimentava R$ 1,4 milhão por ano em Porangatu. Foto: PCGO

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A Polícia Civil de Goiás (PCGO) deflagrou, na manhã de quarta-feira (29), uma operação para combater a exploração do “Jogo do Bicho” em Porangatu, município do norte do estado. De acordo com a corporação, o esquema investigado movimentava cerca de R$ 1,4 milhão por ano (R$ 120 mil por mês) por meio de seis bancas de apostas ilegais.

Como funcionava o esquema

A investigação apontou que o grupo atuava em Porangatu com a venda de apostas na modalidade conhecida como “Jogo do Bicho”, atividade proibida por lei e considerada contravenção penal. As seis bancas funcionavam como pontos de captação de recursos, que eram repassados à organização responsável pelo controle das apostas e do rateio dos prêmios.

Conforme a Polícia Civil, o volume financeiro estimado era de aproximadamente R$ 120 mil por mês, o que totalizava R$ 1,4 milhão ao longo de um ano. O dinheiro arrecadado não passava por qualquer fiscalização ou tributação, o que também atraiu a atenção das autoridades para possíveis crimes conexos, como lavagem de capitais.

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Operação e desdobramentos

A ação policial cumpriu mandados de busca e apreensão nos seis endereços onde as bancas funcionavam. Durante as diligências, foram apreendidos documentos, anotações e materiais relacionados à atividade ilegal. O suposto chefe do esquema, no entanto, não foi localizado durante a operação e segue sendo procurado.

As investigações devem avançar para apurar a origem e o destino dos recursos movimentados, além de verificar se há envolvimento de outros integrantes e possíveis ramificações do esquema em outras cidades. A Polícia Civil de Goiás deve divulgar novos detalhes à medida que os elementos coletados forem analisados.

Operações contra jogos de azar ilegais e esquemas de lavagem de dinheiro têm sido recorrentes em Goiás. Em paralelo, outras ações no estado e em diferentes unidades da Federação têm mirado organizações criminosas que movimentam recursos de atividades ilícitas, inclusive com uso de contas “laranja” e empresas de fachada para ocultar a origem dos valores.

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