Na madrugada de domingo (21), Willian Silva Marques, quarto suspeito de envolvimento no assassinato do ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, entregou-se à polícia em São Paulo. Marques, proprietário do imóvel utilizado como base pelos criminosos em Praia Grande, se apresentou acompanhado por seu advogado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), onde permanece preso após a Justiça decretar sua detenção. A defesa informou que ele colaborará com as investigações.
Ruy Ferraz Fontes, que tinha 63 anos e acumulava mais de 40 anos de carreira na Polícia Civil de São Paulo, além de ser conhecido por sua atuação contra o crime organizado e pelo enfrentamento ao Primeiro Comando da Capital (PCC), foi assassinado a tiros na noite do dia 15 de setembro de 2025 em Praia Grande, litoral paulista. O ex-delegado ocupava o cargo de secretário de Administração da prefeitura local quando foi vítima de uma emboscada após ser perseguido em alta velocidade. Seu veículo colidiu com um ônibus na avenida Dr. Roberto de Almeida Vinhas, e os criminosos efetuaram mais de 20 disparos contra ele dentro do carro capotado.
A investigação aponta que o crime foi planejado taticamente, com uso de armamento pesado e envolvimento do PCC, facção considerada inimiga histórica de Fontes. A polícia já prendeu quatro suspeitos, incluindo Willian Silva Marques, Rafael Marcell Dias Simões (o “Jaguar”), Luiz Henrique Santos Batista (o “Fofão”) e Dahesly Oliveira Pires, além de divulgar a identidade de outros que seguem foragidos. Marques teve papel crucial como dono da casa em Praia Grande de onde teria saído o fuzil usado na execução.
O secretário de Segurança Pública de São Paulo, Guilherme Derrite, declarou que “não resta dúvida de que o PCC está envolvido” no assassinato, que pode ter sido motivado por vingança devido à forte atuação do ex-delegado contra a facção. A polícia segue com as diligências para localizar os demais suspeitos e esclarecer todos os detalhes do crime e da quadrilha envolvida.
Este caso mobilizou uma força-tarefa da segurança do estado devido à complexidade e à gravidade da execução, que chocou o litoral paulista e ressalta o desafio do enfrentamento ao crime organizado no Brasil.
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