Mães de alunos da rede estadual de ensino em Rubiataba, no Vale São Patrício, estão mobilizadas após a suspensão temporária do transporte escolar municipal para crianças e adolescentes da zona urbana. A decisão, comunicada em cima da hora nesta quarta-feira (29), afeta centenas de famílias e gerou o grupo “Mães que Precisam de Transportes” no WhatsApp, com 186 participantes prejudicadas. Elas procuraram o JORNAL DO VALE para expor a denúncia e pedem justiça imediata do poder público.
A interrupção veio após denúncia de um vereador sobre superlotação nos ônibus escolares. Em vez de melhorias, a prefeitura optou por suspender o serviço a partir desta quinta-feira (30), mantendo apenas o transporte para a zona rural e para alunos da rede municipal. Alunos da zona urbana, muitos morando a mais de 4 km das escolas, foram orientados a permanecer no colégio até o horário regular de saída, às 11h30, sem liberação antecipada.
O comunicado oficial da escola, assinado pela direção, alerta: “Informamos que a escola foi procurada pelo responsável do transporte escolar da Prefeitura, o qual comunicou que, a partir do dia (30) (quinta-feira), não haverá transporte escolar TEMPORARIAMENTE para os alunos residentes na zona urbana. Assim que a escola receber novas informações, todos serão devidamente comunicados.”

A vereadora Patrícia, em contato com moradores, confirmou a informação ao ligar para o secretário de Educação, Pedro Dutra. “O transporte escolar das crianças da rede municipal de ensino está mantido. Em relação aos alunos da rede estadual urbana, infelizmente, encontra-se suspenso temporariamente. Só serão feitos o transporte dos alunos da rede estadual da zona rural, por enquanto! Vamos todos juntos buscar uma solução, poder executivo e legislativo em caráter emergencial!”, escreveu ela em rede social.
Moradores criticam a medida como punitiva. “Ao invés de buscar melhorias, fizeram foi tirar. Avisaram em cima da hora e agora as crianças estão sem como voltar pra casa”, desabafou uma das mães no grupo. O caso expõe tensões entre denúncias políticas e o impacto direto na rotina de famílias de baixa renda em Rubiataba.
A prefeitura e a Secretaria de Educação ainda não detalharam prazos para resolução. O grupo “Mães que Precisam de Transportes” planeja ações coletivas para cobrar o retorno do serviço.

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