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Servidor público é preso suspeito de elo com morte de jornalista

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Um servidor público de 40 anos foi preso ontem (27), suspeito de envolvimento na morte do jornalista João Miranda do Carmo, de 54, em Santo Antônio do Descoberto. Conforme a Polícia Civil (PC), Douglas Ferreira de Morais é chefe da Guarda Patrimonial da prefeitura da cidade. Ele negou elo com o homicídio.

O Procurador-Geral do Município, Rafael Rossi, informou que a prefeitura ainda não foi notificada da situação e que quando isso ocorrer, vai tomar as providências legais cabíveis.

De acordo com o delegado Fernando Gama, titular da Delegacia Regional de Águas Lindas, que responde pelo município, o suspeito foi detido em casa em cumprimento a um mandado de prisão temporária. João foi alvejado dentro de casa no dia 24. Conforme as investigações, um veículo Fiat Pálio de cor vermelha foi usado pelos criminosos, que fugiram em seguida.

“O suspeito é apontado por uma testemunha ocular do crime como a pessoa que dirigia o carro usado no assassinato. Ele estava com outro suspeito, que efetuou os disparos e ainda está foragido”, disse o delegado.

Gama explicou ainda que os dois suspeitos ficaram parados em frente à residência da vítima. Quando ela se preparava para sair, a dupla se aproximou. O jornalista ainda tentou correr, mas eles chutaram o portão, entraram na casa e o balearam com pelo menos sete disparos.

 

Linhas de investigação

O delegado afirmou que as principais linhas de investigação é que o crime possa estar ligado à profissão da vítima ou à política. João trabalhava há 15 anos na cidade e há quatro tinha um site de notícias locais chamado “SAD Sem Censura”. No portal, há várias notícias policiais e outras relacionadas a problemas da cidade, como falta de asfalto e coleta de lixo.

Em 2014, o carro dele foi incendiado. Um amigo do jornalista disse que ele estava recebendo ameaças há seis meses. “Ele relatou que estava sendo ameaçado depois das últimas duas postagens que fez, inclusive nas redes sociais. Ele relatou de forma audível que estava com medo das tantas ameaças que estava recebendo”, disse o estudante Jonas Batista.

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