Opinião

Tolerância

Sejamos aqueles que darão o exemplo do convívio e da palavra amiga. Aqueles que sabem estender a mão e o coração mesmo para situações desfavoráveis, pois não esqueceram da lição da pedra e da ausência de pecado ensinada pelo mestre Nazareno. 

Publicados

Tolerar e ter paciência é mais que uma simples estratégia de boa vizinhança. É medida de profilaxia para evitar uma guerra contínua de egos, vaidades e malquerer. Quem estende o entendimento da amizade fraterna trabalha na elevação da sua consciência com a certeza de que cada um colherá o que mesmo plantou. A lei da semeadura e colheita é obrigatória, ainda que muitos preferiram semear o mal ao bel-prazer do ego. Mas, o peso do tempo faz com que haja o amadurecimento das escolhas, em especial quando a dor cansa e a falta de paz na consciência pune os transgressores.

Assim, mais do que se preocupar com as falhas alheias, preocupemo-nos em olvidar as sombras e buscar a luz. A nossa luz interior do bem, do belo e da verdade universal, tal como as lições de Sócrates e de Platão. Sejamos aqueles que darão o exemplo do convívio e da palavra amiga. Aqueles que sabem estender a mão e o coração mesmo para situações desfavoráveis, pois não esqueceram da lição da pedra e da ausência de pecado ensinada pelo mestre Nazareno.

Leia Também:  Hora de punir quem propaga coronavírus

Mais do que apontar falhas de terceiros, que sejamos os piores inimigos de nossas próprias imperfeições. E que tenha sempre uma palavra de incentivo e amizade aos que ainda não estão no caminho correto. Mais do que transformar o mundo à força, que tenhamos não o veneno da guerra e da discórdia, mas o antídoto da tolerância e do amor para com os nossos semelhantes. Deixemos o tempo fazer sua parte depois.

Paulo Hayashi Jr. é doutor em administração pela UFRGS. Professor e pesquisador da Unicamp

JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com

Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres

Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192

COMENTE ABAIXO:
Propaganda

ARTIGO

A Hepatite Misteriosa

O que é essa Hepatite Misteriosa que tem acometido nossas crianças? É um tipo de hepatite aguda (inflamação do fígado de forma abrupta) de origem desconhecida que está acometendo crianças em cerca de 20 países. Muito severa, a doença não tem relação direta com os vírus conhecidos que causam a hepatite (tipos A, B, C, D e E) e um em cada dez casos exigiu transplante de fígado.

Publicados

em

Muito se tem falado dessa Hepatite Misteriosa que tem acometido nossas crianças e muitos pais têm perguntado sobre, então resolvi explicar um pouco sobre essa doença. Esclarecendo um pouco mais do assunto, que ainda não se sabe muito. Quero ressaltar sempre a importância do acompanhamento periódico das crianças com seus Pediatras.

O que é essa Hepatite Misteriosa que tem acometido nossas crianças? É um tipo de hepatite aguda (inflamação do fígado de forma abrupta) de origem desconhecida que está acometendo crianças em cerca de 20 países. Muito severa, a doença não tem relação direta com os vírus conhecidos que causam a hepatite (tipos A, B, C, D e E) e um em cada dez casos exigiu transplante de fígado.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), até o último dia 10 de maio, foram reportados 348 casos prováveis da hepatite misteriosa no mundo, sendo que a maioria foi no Reino Unido. Houve relatos na Espanha, Israel, Estados Unidos, Dinamarca, Irlanda, Holanda, Itália, Noruega, França, Romênia, Bélgica e Argentina. A maioria em crianças de um mês a 16 anos, com seis mortes relatadas nos EUA. No dia 14 de maio, o Ministério da Saúde informou que o Brasil tem 41 casos notificados da doença em nove estados.

Leia Também:  Vacinas para crianças

Como possível causa, o adenovírus foi detectado em pelo menos 74 casos; em 18 casos, testes moleculares identificaram a presença do adenovírus F tipo 41 e em 20 foi identificada a presença do SARS-CoV-2. Além disso, em 19 houve uma coinfecção por SARS-CoV-2 e adenovírus.

O adenovírus é um vírus comum que pode causar sintomas respiratórios, vômitos e diarreia, e, no geral, a infecção por tais vírus é de duração limitada e não evolui para quadros mais graves. Houve casos raros de infecções graves por adenovírus que causaram hepatite em pacientes imunocomprometidos ou transplantados, No entanto, essas crianças infectadas eram anteriormente saudáveis.

Esse surto pode estar relacionado às vacinas do COVID-19? Com base nas informações atuais, a maioria das crianças relatadas com a hepatite aguda não recebeu a vacina contra Covid-19, descartando uma ligação entre os casos e a vacinação neste momento.

Quais são os sintomas e o tratamento? Muitos casos de hepatite aguda apresentaram: sintomas gastrointestinais como dor abdominal, diarreia e vômitos e aumento dos níveis de enzimas hepáticas (aspartato transaminase (AST) ou alanina aminotransaminase (ALT) acima de 500 UI/L), icterícia (pele e esclera -parte branca dos olhos- amarelados) e ausência de febre. Perda de apetite. Urina escura e fezes esbranquiçadas.

Leia Também:  Batendo na mesma tecla

A Opas recomenda ainda o uso de medidas básicas de higiene, como lavar as mãos e cobrir a boca ao tossir ou espirrar para prevenir infecções, que também protegem contra a transmissão do adenovírus. As recomendações de tratamento podem ser aprimoradas assim que a origem da infecção for determinada. O tratamento atual busca aliviar os sintomas, manejar e estabilizar o paciente.

O mais importante é ficar atento aos sintomas, estando presentes deve-se procurar atendimento médico imediatamente.

Adriana Cássia Moreno Saturno é Médica Pediatra

JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com

Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres

Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

VALE SÃO PATRÍCIO

PLANTÃO POLICIAL

ACIDENTE

POLÍTICA

MAIS LIDAS DA SEMANA