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Vale São Patrício

Trabalhador com deficiência denuncia humilhações e demissão sem justificativa em Barro Alto

De acordo com a denúncia, o trabalhador, pessoa com deficiência e com indícios compatíveis ao transtorno do espectro autista, atuou por mais de três anos na empresa, período em que teria sido reconhecido por sua conduta exemplar, profissionalismo e bom relacionamento com colegas e superiores.
Foto: Reprodução

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Uma grave denúncia de possível violação de direitos humanos envolvendo um trabalhador com deficiência está gerando repercussão em Barro Alto, no Vale São Patrício. O caso, registrado sob o protocolo nº 4353705 na Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos, levanta suspeitas de bullying no ambiente de trabalho, omissão institucional e desligamento sem justificativa aparente por parte da empresa Terra Goyana Mineradora.

De acordo com a denúncia, o trabalhador, pessoa com deficiência e com indícios compatíveis ao transtorno do espectro autista, atuou por mais de três anos na empresa, período em que teria sido reconhecido por sua conduta exemplar, profissionalismo e bom relacionamento com colegas e superiores. Ele também chegou a exercer a função de vice-presidente da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (CIPA), o que reforçaria sua boa avaliação no ambiente corporativo.

Apesar do histórico positivo, o relato aponta que o trabalhador passou a enfrentar episódios recorrentes de humilhação e constrangimento por parte de colegas. A denúncia afirma que os fatos foram comunicados à empresa, mas que não teriam sido adotadas medidas efetivas para interromper as condutas relatadas. Segundo a versão apresentada, a empresa teria prestado suporte ao funcionário, mas as ações teriam sido insuficientes para evitar a continuidade dos episódios.

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O desfecho do caso, com afastamento e posterior demissão sem explicações consideradas claras, passou a ser questionado pela forma como teria sido conduzido. A situação ganha contornos ainda mais sensíveis diante da informação de que o trabalhador já enfrentava quadro de depressão, fazia uso de medicação e chegou a se afastar das atividades por motivos de saúde.

Pessoas próximas relatam mudança significativa em seu comportamento após os acontecimentos, com maior retraimento e dificuldade para falar sobre o caso. A denúncia foi encaminhada no dia 1º de março de 2026 para a Delegacia de Polícia Civil de Barro Alto, para o Centro de Referência Especializado em Assistência Social (CREAS) do município e para a Procuradoria Regional do Trabalho da 18ª Região, com confirmação de recebimento no dia seguinte.

Até o momento, não há informações públicas sobre o andamento das apurações ou eventuais providências adotadas pelos órgãos competentes. A ausência de respostas concretas amplia a preocupação em torno de um possível cenário de falha na proteção de um trabalhador em situação de vulnerabilidade.

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O caso reacende o debate sobre a responsabilidade das empresas na promoção de ambientes de trabalho seguros, inclusivos e respeitosos, especialmente quando envolvem colaboradores com deficiência. Agora, a expectativa recai sobre a atuação das autoridades para o esclarecimento dos fatos e a eventual adoção das medidas cabíveis, caso as denúncias sejam confirmadas.

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