O Grupo de Investigações de Homicídios (GIH) de Anápolis, ainda não sabe se o assassinato da transexual Emanueli Muniz, de 21 anos, ocorrido na madrugada de domingo, tem relação com a transexualidade da vítima. Ela estava com amigos na Boate Terra Brasil, na noite de sábado, e saiu de carona com desconhecidos do local por volta da 01:00 hora de domingo.
Como ela não chegou em casa, a mãe dela começou a procurar a filha em áreas isoladas da cidade, encontrando o corpo de Emanueli nu em uma estrada vicinal às margens da rodovia BR-060. “É um local onde a população deposita entulhos e lixo”, contou o delegado Dr. Cleiton Lobo, ao explicar que foi utilizado um pedaço de concreto – resto de construção -, para provocar traumatismo craniano na vítima, morta por espancamento.
Investigações
Uma das teses é a de que os rapazes que deram carona para Emanueli tentaram estuprá-la e descobriram a transexualidade dela ao despirem a vítima. Emanueli é registrada civilmente como Rômulo Castanheira e preparava-se para a cirurgia de mudança de sexo. “Ela era bem feminina”, contou o delegado.
Ao lado do corpo de Emanueli foi encontrado um rapaz também espancado. Ele provavelmente estava usando drogas no local quando os agressores chegaram com Emanueli e o espancaram também. Ele foi encontrado agonizando e foi levado para o Hospital de Urgências de Anápolis (Huana), mas por estar sob efeito de drogas ainda não havia sido ouvido pela Polícia Civil até o final da manhã de ontem.
Um amigo de Emanueli contou para a polícia que também pegaria carona com os rapazes na porta da boate, mas eles o empurraram para fora do carro e, apesar de ela tentar sair do veículo depois, foi levada por eles, o que, segundo o delegado Dr. Cleiton Lobo, configura sequestro.






































