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Justiça

Trindade: Agentes presos por facilitação de fuga são soltos

A soltura ocorreu, pois o inquérito não ficou pronto em 10 dias, conforme a lei.

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Os agentes de segurança de um presídio de Trindade estão soltos, conforme determinação do Poder Judiciário. O policial penal Redton Kennedy e o vigilante temporário Matheus Marques da Silva estavam em prisão preventiva. No entanto, como o inquérito não ficou pronto em 10 dias, conforme prevê a legislação.

Eles foram presos em flagrante no dia 15 de outubro deste ano sob a suspeita de facilitarem a fuga de 14 detentos. O caso ainda está sob investigação.

Atualmente, a Polícia Civil (PC) investiga a possibilidade dos agentes prisionais terem recebido do Comando Vermelho R$ 10 mil por cada preso que escapasse da cadeia. Segundo a apuração, havia uma lista com oito nomes de detentos que a organização criminosa queria fora do presídio. Todos se encontravam na mesma cela, com outras 22 pessoas. Destes, 16 decidiram permanecer dentro da cela e outros seis fugiram, aproveitando a brecha que os agentes supostamente deixaram.

De acordo com a investigação, dois dos oito presos da lista fizeram a negociação da fuga com Redton. Em seguida, o policial penal provavelmente pediu ajuda a Matheus para que os detentos conseguissem escapar durante o plantão da madrugada. Para que o plano dos agentes desse certo, o cadeado foi deixado de forma errada na porta da cela. Além disso, quem estava na guarita não observou os presos passando para o telhado e depois pulando a cerca ou escapando pelo portão principal.

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Investigação

Na decisão proferida pela juíza Francielly Faria Morais, da 3ª Vara Criminal, autorizou a prorrogação de prazo para conclusão do inquérito e a liberdade dos suspeitos. Os agentes prisionais estão proibidos de exercer função pública e terão de usar tornozeleira. A Diretoria Geral de Administração Penitenciária (DGAP) já havia exonerado Matheus Marques, o vigilante temporário e afastado Redton Kennedy, o policial penal, logo após a prisão dos mesmos.

As defesas dos agentes prisionais informaram que provarão a inocência deles no decorrer do processo. Já a Polícia Civil quer à quebra dos sigilos bancários e telefônicos de ambos para avançar no caso. Primeiro, porque os depoimentos dos detentos e dos plantonistas divergem em pontos importantes. Como, por exemplo, quem trancou a cela de forma equivocada e quem estava na guarita na hora da fuga. Além disso, não há câmeras de segurança no presídio, o que dificulta ainda mais as investigações.

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