Labirintite e zumbido
A labirintite refere-se a um conjunto de sintomas e sinais que refletem um problema no labirinto, órgão do ouvido interno. O termo é genérico, assim como problema no coração, dor de cabeça etc., ou seja, não se refere a uma doença especificamente, mas sim a um sintoma que tem diversas causas e origens. Afeta crianças, adultos e idosos, atualmente sendo mais comum em pessoas com idade entre 20 e 40 anos e acima dos 65 anos. Também pode ser chamada de doença vestibular (“sistema vestibular” é sinônimo de “labirinto”).
A labirintite gera tonturas, que podem ser de desequilíbrio ou giratórias. No caso do desequilíbrio, a pessoa sente uma instabilidade para ficar em pé e para andar. Muitas vezes existe a sensação de queda para um lado. Outras vezes a pessoa segue uma tendência de andar para um lado, em geral “fechando” quem anda ao seu lado, ou tem uma sensação de andar flutuando ou “em nuvens”. No caso da tontura giratória, o paciente sente tudo girar ou que ele está girando em relação ao ambiente. É uma situação dramática e com extremo desconforto e insegurança.
Frequentemente, as crises podem ser acompanhadas de náuseas e vômitos, taquicardia, zumbidos nos ouvidos, diminuição da audição e muita ansiedade e desespero. Alguns pacientes têm quedas, que podem gerar fraturas ou complicações graves. As crises podem permanecer dias ou até semanas, levando a pessoa a ficar dependente de familiares e/ou amigos.
Quando é feito o diagnóstico de labirintite, isso pode gerar muita ansiedade e insegurança no paciente, o que, por sua vez, pode levar a um quadro depressivo, principalmente em idosos, por conta do medo de sair de casa e da dependência de terceiros.
Diversas são as causas de labirintite. Dentre elas, destacam-se: estresse (a principal causa entre os jovens), diabetes, distúrbios do metabolismo da glicose, aumento da pressão dos líquidos internos do labirinto, problemas de tireoide, alterações do colesterol, pós-infecção viral, doença degenerativa do labirinto, doença vascular dos microvasos, doenças neurológicas, tumores, efeitos colaterais de medicamentos, pós-trauma de crânio etc.
Poucas situações são tão horríveis e desesperadoras como os zumbidos. E milhões e milhões de pessoas em todo mundo sofrem de zumbidos crônicos.
Mas, enfim, o que é o zumbido?
Zumbido é uma sensação sonora de um som que não existe e não foi gerado no meio ambiente. A pessoa ouve o som e tem certeza disso, mas o som não veio de fora, e sim foi gerado dentro do próprio corpo. Algumas vezes a pessoa sente o zumbido em um ouvido ou outro, mas muitas vezes o zumbido é “na cabeça”, como vários pacientes definem.
Existem vários tipos de som de zumbido: apito, cigarra, motor ligado, pulsátil, mais agudo ou mais grave, como uma borboleta etc. Muitas vezes também o paciente tem dificuldade até para definir como é seu zumbido, de tão subjetivo que é. Geralmente, ele está atordoado. Se o zumbido for 24 horas por dia, como você acha que ele se sente?
O zumbido é causa frequente de ansiedade extrema e insônia. Pode levar a mau relacionamento familiar e social. Pode incapacitar a pessoa. Infelizmente, há relatos de diversos casos de suicídio por motivo exclusivo do zumbido. Mas o médico pode ajudar muito, tanto no diagnóstico quanto no tratamento.
NUNCA acredite que zumbido não tem cura! A cura existe em alguns casos, mas a melhora e o controle existem também na maioria dos outros. Realmente, não posso omitir que alguns casos não respondem a nenhum tratamento, mas existem sim diversas formas de contornar inclusive essa situação. A ciência evolui e os tratamentos medicamentosos e não medicamentosos são bastante esperançosos. Enfim, zumbido tem sim tratamento! Nunca desista do seu tratamento!
Essas são as dicas do Dr. Fabiano Santana Moura. Otorrinolaringologista. Atende no Centro Clínico e Diagnóstico São Pio X. Telefone: 3307-1505.











































