Como melhorar a respiração com o tempo seco? Sensação de ardência na garganta, dificuldades para engolir, falta de ar e tosse são alguns dos desconfortos provocados pelo clima seco, que também deixa as pessoas mais propensas às infecções, como asma, sinusite e rinite. Para minimizar os problemas, recomendamos as seguintes medidas:
- Beba bastante água – cerca de dois litros por dia;
- Se exercite na hora certa – evite exercícios físicos entre 10h e 17h (quando o ar está menos úmido) e prefira ambientes com clima regulado, como academias;
- Umedeça o ambiente – use umidificadores de ar ou coloque bacias de água em casa. Evite ar-condicionado, pois resseca o ambiente;
- Lave o nariz – aplique soro fisiológico algumas vezes ao dia;
- Deixe a casa sempre limpa e arejada – o acúmulo de poeira aumenta problemas alérgicos e respiratórios;
- Evite aglomerações – locais fechados e com grande concentração de pessoas, como shoppings e supermercados, podem acentuar as dificuldades respiratórias
A irrigação nasal com solução salina isotônica (soro fisiológico ou cloreto de sódio a 0,9%) é um procedimento sem contraindicações ou limites de idade, barato e eficaz. Mas por que devemos realizá-lo?
A lavagem nasal é um procedimento descrito há mais de 5 mil anos na medicina tradicional indiana, a Ayurveda, em que teria efeitos positivos tanto na função respiratória, levando a um maior bem-estar físico e mental. Ainda hoje, na medicina ocidental, é amplamente incentivada para auxílio no tratamento de diversas doenças das vias respiratórias, mas que pode gerar várias dúvidas na hora de colocá-la em prática!
O nariz e seios paranasais são extensas superfícies recobertas de mucosa, que são responsáveis pelo equilíbrio da temperatura e umidade do ar inspirado, tem função olfatória e de “filtro” para o ar inspirado, além de atuar na ressonância da voz. Nesse tecido respiratório, temos cílios microscópicos, que se movimentam de forma harmoniosa para remover continuamente o muco para fora dos seios. Isto é chamado de Cleareance mucociliar e se repete de 2 a 3 vezes por hora!
Para que essa atividade aconteça adequadamente, é necessário que as condições sejam boas para o funcionamento dos cílios, como temperatura adequada (normalmente entre 18 e 33°C), pH próximo a 7, por exemplo. Toxinas específicas, como as produzidas por bactérias (que também podem lesar o cílio diretamente) ou inaladas, assim como uma variedade de viroses, causam redução do batimento ciliar. O movimento dos cílios comprometidos e/ou acúmulo de secreções mais espessas que o normal, pode predispor a instalação de infecções.
O soro fisiológico, em diversas formas de apresentação e aplicação, é utilizado para o tratamento clínico das rinossinusites e rinites, pois seus benefícios incluem a limpeza do muco nasal, diminuição da inflamação local, das secreções purulentas, restos de células e crostas, além de melhorar o funcionamento do sistema mucociliar como um todo. É o tratamento mais conservador e mais simples de todos!
Uma forma fácil e barato de fazer a lavagem nasal é usar uma seringa de 3 ou 5 ou 10 ml e frasco de soro fisiológico 0,9% de 500 ml ou 1 litro.
Para a lavagem nasal em bebês e crianças pequenas podemos nos deparar com várias dúvidas e inseguranças. Para isso, podemos usar algumas dicas:
– Comece com pequenas quantidades, como 1 ml em cada narina para os bebês, e depois repita quantas vezes forem necessárias. Conforme você adquire segurança ao fazê-lo, pode aumentar a quantidade se houver necessidade
– O ideal é o soro estar em temperatura ambiente, nunca gelado.
– O bebê ou criança deve estar sentado ou em pé, com a cabeça levemente reclinada para frente.
Consideração importante! Se você tem medo de fazer, pergunte ao seu médico pediatra ou otorrinolaringologista e peça para demonstrar!
Essas são as dicas do Dr. Fabiano Santana Moura. Otorrinolaringologista. Atende do Centro Clínico e Diagnóstico São Pio X em Ceres. Telefone (62) 3307-1505.












































