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Opinião

31 de março, uma data maldita?…

O Brasil, econômica e financeiramente, vivia momentos especialmente críticos, pois não havia nada que se pareça com o desenvolvimento que temos hoje. Há quem diga que o senhor João Goulart, Vice-Presidente do País, à época, era simpático ao regime comunista e que por essa razão se encontrava na China para uma visita, o que não era propriamente verdade já que ele estava em uma representação oficial ordenada pelo Presidente da República, à época, Senhor Jânio da Silva Quadros.
Cícero Maia

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Reza a história, que o Brasil, antes do acontecimento do dia 31 de março de 1964, era um País que tinha uma população de 78,9 milhões de habitantes e que, dos quais, 33 milhões, dessa população, viviam no campo, onde esse contingente de pessoas não conseguiam produzir alimentos, o suficiente, para suprir as necessidades básicas alimentares da população, como um todo.  Esse fato veio interromper um processo de estagnação desenvolvimentista que o País vivia e que precisava acordar daquele marasmo que o país estava imerso. Era um momento em que o regime Comunista assombrava o mundo com suas propostas de promover tudo a todos, independente do custo sócio econômico que isso pudesse ter para a sociedade como um todo. Os movimentos sociais se manifestavam com interesses em reforma agrária, como se, efetivamente, alguém tivesse interesse em participar do processo produtivos com foices, pás e picaretas.

Havia, no País, movimentos favoráveis às concepções comunistas, o que, com muita razão, preocupava autoridades que tinham, efetivamente responsabilidades com os destinos do país. As ações caminhavam cada vez mais intensamente nesse sentido. Os movimentos de esquerda se ampliavam cada vez mais no sentido de solidificarem os seus domínios na trajetória de tomar o Poder político e social do País a fim de edificarem seus projetos de escravização da população como acontece em outras partes do mundo e que, ainda hoje, se encontram amordaçadas nas mãos de ditadores inescrupulosos que mantem uma nação inteira reprimida para satisfazer os seus interesses gananciosos pessoais e políticos.

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O Brasil, econômica e financeiramente, vivia momentos especialmente críticos, pois não havia nada que se pareça com o desenvolvimento que temos hoje. Há quem diga que o senhor João Goulart, Vice-Presidente do País, à época, era simpático ao regime comunista e que por essa razão se encontrava na China para uma visita, o que não era propriamente verdade já que ele estava em uma representação oficial ordenada pelo Presidente da República, à época, Senhor Jânio da Silva Quadros. As insatisfações eram muitas, as carências sociais e econômicas eram também expressivas e então, por essa razão, uma decisão militar, liderada pelo General Humberto de Alencar Castelo Branco assumiu a Presidência da República no sentido de dar uma nova direção aos destinos do País. Grupos descontentes com o que passou a acontecer no país começaram a se insurgir contra os novos rumos e direções que o País passou a tomar.

Nessa época houve grupos baderneiros que aproveitaram o momento de transição governamental para protestar de forma belicosa contra os militares nacionalistas que assumiram o Palácio do Planalto. Organizaram-se em bandos perigosos que tinham a intenção de implantar no país uma ditadura de esquerda radical tendo como inspiração o modelo cubano liderado por Fidel Castro que prometeu salvar o povo cubano das mãos de Fulgêncio Batista, o presidente cubano à época, e acabou por aprisionar o país inteiro em nome de modelo de governança que lançou a nação no mais franco dos atrasos. Se o comunismo é o que temos em Cuba, Coreia do Norte ou mesmo a China devemos estar cientes de que esses países representam tudo o que não se deve desejar como forma de amparo estatal aos seus concidadãos.

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Aqueles blocos de militantes que se arvoravam em defensores da Democracia brasileira, na verdade, queriam outro modelo de ditadura diferente para o Brasil e não o que tínhamos naqueles momentos que exigiu firmeza e obstinação na defesa dos interesses da nação Brasileira. Se não fosse o CONTRA-GOLPE oferecido pelas forças militares, hoje não sabemos o que seria do Brasil ou onde estaríamos sócio-política e economicamente.

O que chamam de ditadura brasileira foi dura, enérgica, impiedosa e inclemente com quem não teria sido, nada disso, se o poder lhes tivesse sido facultado. Portanto 31 de março pode até ter sido uma data maldita basta apenas sinalizar para qual dos lados que se enfrentaram em defesa dos interesses do País…

Cícero Carlos Maia é professor – [email protected]

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