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O descuido e o perigo de morte para crianças

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Cuidar de crianças não é uma tarefa fácil. A atenção tem que ser intensiva e, mesmo assim, as tragédias acontecem. O descuido, então, enluta milhares de famílias todos os anos e as vítimas são os bebês na fase de engatinhar até nos primeiros anos em que arriscam se afastar dos pais ou dos cuidadores. De acordo com dados do Ministério da Saúde, afogamentos, quedas, queimaduras e intoxicações ainda são as principais causas de morte de crianças de até 9 anos de idade no Brasil.

Esses acidentes podem acontecer dentro de casa, mesmo com uma mãe zelosa a cuidar insistentemente dos filhos. Um segundo de desatenção e o susto é quase certo. É que aconteceu com uma mãe de Catalão, sudoeste de Goiás, no último sábado, 04/04, pela manhã. Seu bebê de um ano e três meses caiu em um tambor cheio de água no quintal da família.

O menino começou a se afogar, mas a mãe conseguiu socorrê-lo a tempo, fazendo massagem cardíaca e respiração boca a boca. Ele reagiu, regurgitando água e leite e, em seguida, foi levado para a Santa Casa de Misericórdia de Catalão. Durante a tarde de sábado, ele foi transferido para Goiânia no helicóptero do Corpo de Bombeiros.

O bebê chegou ao Hospital Materno Infantil (HMI) em estado grave, entubado e respirando por meio de ventilação mecânica. Na manhã de ontem, o HMI emitiu um boletim médico informando que o estado de saúde do menino era estável. Ele permanecia na enfermaria do hospital, já apresentando respiração espontânea mas sem previsão de alta.

Números

De acordo com dados Ministério da Saúde (MS), houve queda nos óbitos de crianças, mas os números ainda são preocupantes. As internações por acidentes domésticos também foram reduzidas. Em 2010, foram 11,6 mil internações, em 2011 foram 10,2 mil. Na faixa etária de 0 a 10 anos, as principais vítimas são os menores de um ano. Em 2010, 253 bebês com menos de 12 meses de vida morreram por causa de acidentes domésticos, em 2000, foram registradas 376 mortes.

Conforme o MS, os riscos acidentais à respiração causaram 348 mortes de crianças com até 10 anos em 2000 – 40% dos óbitos por essa causa no ano. Em 2010, o número caiu para 252, mas ainda representava 42% das mortes. Os afogamentos foram reduzidos de 247 para 168, já as mortes por exposição à fumaça, ao fogo e às chamas caíram de 102 para 64.

 

Saiba mais

Confira algumas dicas de como evitar sustos dentro de casa

Queimaduras

Esses casos necessitam de atenção especial. Normalmente, a queimadura ocorre ao lado do fogão, quando crianças derrubam panelas e seu conteúdo sobre o corpo. Deve-se evitar cabo de panela voltado para fora do fogão, brincadeiras com álcool e fogo e também o uso de fogos de artifício.

Afogamentos

Para bebês e crianças pequenas, até baldes, banheiras e vasos sanitários podem oferecer riscos. Um adulto deve sempre supervisionar as crianças e adolescentes onde houver água, mesmo que saibam nadar ou que os locais sejam considerados rasos. É primordial cercar piscinas em casas onde há crianças.

Quedas

Além de observar e fornecer as orientações de comportamento e segurança para as crianças, os pais devem tomar providências como usar protetores nas tomadas e nas quinas dos móveis; não deixar cadeiras, camas e bancos perto de janelas; e providenciar antiderrapantes nos tapetes para evitar escorregões.

Intoxicação

Em casos de ingestão de inseticidas, álcool, detergentes e outras substâncias tóxicas, a primeira providência dos pais deve ser levar a criança para uma emergência hospitalar, para que os profissionais identifiquem a substância e o tratamento que será adequado para aquela situação.

Brinquedos

Na hora de escolher os brinquedos, considere a idade e o nível de habilidade da criança, seguindo as recomendações do fabricante. Procure brinquedos com o selo do Inmetro. Fique atento a brinquedos que podem oferecer risco de engasgamento (peças pequenas para bebê e as crianças menores), de estrangulamento (correntes, tiras e cordas) e de corte (pontas, bordas afiadas).

 No carro

É importante tomar cuidados para que crianças sejam transportadas no carro de forma segura. Bebês de 0 a 1 ano devem ser transportados no bebê-conforto, no banco de trás, voltado para o vidro traseiro, segundo o Código de Trânsito Brasileiro; crianças de 1 a 4 anos devem ser transportadas em cadeira especial no banco de trás, voltado para frente; crianças de 4 a 6 anos, devem usar os assentos de elevação (boosters), com cinto de segurança de três pontos, e serem conduzidas sempre no banco traseiro. Após os sete anos e meio, as crianças no banco de trás podem usar apenas o cinto de segurança de três pontos. Por lei, só é permitido sentar no banco da frente a partir dos 10 anos de idade e com cinto de segurança.

 

Com informações do Ministério da Saúde e do DM

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