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Médicos da rede municipal de Saúde iniciam greve em Goiânia

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Médicos que atuam na rede municipal de Saúde de Goiânia iniciaram uma greve, por tempo indeterminado, na madrugada de ontem. Segundo o Sindicato dos Médicos do Estado de Goiás (Simego), dos 1,2 mil profissionais, cerca de 700 paralisaram as atividades. Apesar disso, o atendimento de urgências e emergência será feito normalmente.

Por telefone, a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou ao G1 que já protocolou na Justiça um pedido de ilegalidade do movimento. O documento ainda não foi analisado.

O indicativo de greve foi deliberado em assembleia da categoria realizada na última sexta-feira (17). Eles reivindicam o pagamento da data-base retroativo de maio de 2014, além de reposição da insalubridade, atualização no Plano de Cargos Carreira e Vencimentos (PCCV) – desatualizado há dois anos – e melhorias nas unidades de saúde e nas condições de trabalho, com mais segurança para exercer a função.

Outra revindicação é a manutenção do aumento do quinquênio em 10%. Esse pedido já foi atendido pela prefeitura, que encaminhou um projeto substitutivo à Câmara Municipal.

De acordo com o presidente do Simego, Rafael Cardoso Martinez, apesar de a greve já ter começado, o reflexo dela só poderá ser analisado a partir da próxima quarta-feira (22). “Por causa do feriado de Tiradentes (amanhã), a prefeitura decretou ponto facultativo hoje e por isso, os atendimentos eletivos já não ocorrem, somente os de urgência e emergência. Então, de qualquer forma, estaremos trabalhando”, disse.

Martinez explica que hoje está prevista uma reunião com o promotor de Justiça Érico de Pina Cabral, coordenador do Centro de Apoio Operacional da Saúde do Ministério Público do Estado de Goiás (MP-GO). A intenção é discutir uma solução para o problema. Dois dias depois, a categoria se reunirá novamente para avaliar a situação.

 

Servidores parados

Além dos médicos, os servidores municipais da saúde já estavam parados desde última segunda-feira (13). Dos oito mil enfermeiros, técnicos e funcionários administrativos que estão ativos, cerca de quatro mil aderiram à greve, conforme levantamento do Sindicato dos Trabalhadores do Sistema Único de Saúde no Estado de Goiás (Sindsaúde/GO).

Na noite da última quinta-feira (16), os servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que atuam em Goiânia, também decidiram aderir à greve. Segundo o órgão, apenas 35% dos servidores continuaram em serviço até que as reivindicações da categoria sejam atendidas.

A paralisação acontece no momento em que a Capital vive uma epidemia de dengue. Até o momento, o número de casos notificados é de 33.098. Se o comparado ao mesmo período do ano passado, o índice aumentou 287,5%. A Secretaria de Saúde ainda confirmou que quatro pessoas morreram em virtude da doença neste ano.

Os servidores da Educação municipal também estão paralisados desde a última terça-feira. Ele pedem melhorias nas estruturas físicas e segurança dos prédios, construção de novas unidades, além do pagamento retroativo da data-base de 2014 aos servidores administrativos e do piso dos professores. Eles também reivindicam o pagamento de gratificação de 30% para auxiliares educativos e de titularidades, titulações, progressões e seus respectivos retroativos.

 

G1

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