A história do Bar do Araújo já não é mais novidade nas redes, apesar de ganhar novas versões e compartilhamentos a cada dia. Mas a curiosidade agora é saber quem é, afinal, o dono do boteco que foi abençoado pela vizinhança de duas igrejas evangélicas e ficou famoso da noite para o dia no mundo virtual.
Nascido em Ananás, Norte do Estado e a 520 quilômetros, Joaquim de Araújo chegou em 1993 a Palmas, onde, além da longa experiência com vida noturna – administra bares há dez anos na região do Jardim Aureny III (bairro popular na região Sul) -, de dia dá expediente no município como agente de saúde.
Em busca de freguesia, o comerciante já mudou de ponto algumas vezes. Por alguns anos, o nome do estabelecimento não era o mesmo que o projetou para a fama. “Eu aluguei um lugar onde funcionava o Bar do Goiano. Aí acabei deixando o nome e hoje tem gente que me conhece por Araújo e outros me chamam de Goiano”, explica.
Alheio a toda a repercussão virtual que a foto do bar alcançou, o comerciante se diverte com a história e curte os momentos de celebridade instantânea. Analógico, ele afirma que foi um dos últimos a saber que estava bombando nas redes. Sem muita noção da abrangência da internet, não compreende ao certo como uma simples mudança de local deu motivo para tanta conversa.
Bombando
“Um filho meu que me falou que estava com umas fotos na internet. Eu, pelo menos, não tenho acesso à internet, nem meu celular pega nada. É só para atender e fazer ligação. Aí ele falou, ‘pai, o negócio lá tá bombando’. Na hora, eu não liguei muito não”, relembra, explicando que a ficha caiu apenas depois de ver a repercussão na imprensa. “Fiquei sabendo mais porque me ligaram querendo entrevista. Foi quando eu percebi a realidade, que todo mundo estava sabendo da notícia e queria a minha participação e minha explicação.”
Gente boa
Araújo lembra que seu novo bar funciona em um ponto mais movimentado do bairro e reforça que a mudança não tem nada a ver com a presença das igrejas por perto. Apesar de católico, jura que sempre respeitou o espaço evangélico, com quem mantinha uma relação bem amistosa.
“Quando mudei de lá tinha uma igreja de um lado e um mercadinho do outro. Graças a Deus não tenho diferença nenhuma lá com o pessoal das igrejas. Pelo contrário, o pastor lá é muito gente boa. Até usava o freezer do bar quando tinha festinha na igreja para gelar o refrigerante.”
Para o comerciante, que vende bebidas, espetinhos e ainda comprou uma mesa de sinuca para os clientes, a confusão toda foi por conta de não apagar a placa do bar após ter mudado de ponto. “Não é como dizem do ‘famoso’ Bar do Araújo. Aqui é um barzinho simples mesmo, que ajuda na renda da família”, explica.
Mas Araújo agora quer faturar. Até brinca que vai colocar uma placa nova no bar com a foto das duas igrejas ao lado. “Agora é aproveitar e tocar o barco pra frente. Minha intenção é usar essa fama todinha aí na internet.”
Informações do O Popular






































