Um fórum de discussão na internet deu início a uma investigação conjunta do Cyber Divison do Federal Bureau of Investigation (FBI) que levou a prisão de dois hackers no Setor Jardim Goiás em Goiânia. A dupla é suspeita de estar envolvida em um esquema internacional de desvio de dinheiro de contas bancárias pela internet.
A operação de prisão e busca e apreensão realizada pela Polícia Federal envolve a polícia especializada de outros 18 países, entre eles Israel, Índia e Alemanha. São 62 mandatos de prisão no mundo inteiro. É a maior operação de cooperação internacional da área cibernética da história. No Brasil, também houve operação em Belo Horizonte, onde foram cumpridos quatro mandatos de busca e apreensão e um de condução coercitiva. Parte dos criminosos era membro do fórum Darkode, criado em 2007, onde se comercializava tecnologias para praticar crimes cibernéticos e se negociava informações como dados de cartões de crédito e listas de e-mail para raquear computadores. Uma das formas de invadir a conta bancária da vítima era através de links na internet. O grupo tinha preferência por contas jurídicas, por terem limites maiores.
Os presos de goiânia mantinham uma loja de fachada de Segurança Biométrica no Jardim Goiás e podem responder por associação criminosa, furto qualificado por fraude e evasão de divisas, que é quando há uma operação cambial sem a intermediação de um banco. Ainda não foi informado a quantia de dinheiro que pode ter sido desviada.
Para entrar na comunidade criminosa era preciso provar as habilidades além do comum com a internet. Já dentro do fórum, seus membros subiam na hierarquia do grupo e podiam se destacar mais entre os outros hackers. Um dos goianos tinha boa reputação no Darkode e era avaliado na categoria de alto nível de especialidade dentro do site. Um exemplo de fraude descoberta pelas investigações é a “internet banking”. Com uma mensalidade de R$ 25 mil, o usuário poderia requisitar fraudes bancárias aos hackers. Os próprios criminosos chamaram o sistema de “o maior sistema banking do mundo”.
As investigações acontecem desde 2012. Policiais brasileiros especializados na área cibernética trabalharam juntos com especialistas do serviço de polícia europeu (Europol) e com o Cyber Division do FBI.






































