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Meninas de 9 a 13 anos devem ser vacinadas contra HPV

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Cinquenta mil meninas de nove anos devem ser vacinadas em Goiás contra o vírus HPV principal fator responsável pelo câncer do colo do útero. Para reforçar a importância da imunização  e incentivar a vacinação, o Ministério da Saúde realiza desde o início deste mês uma mobilização nacional com slogan Proteja o futuro de quem você ama.

Além das meninas de nove anos, as da faixa etária de 10 a 13 anos que não tomaram a vacina ou não completaram as duas doses necessárias para ficarem imunes ao vírus devem ser vacinadas. A vacina HPV quadrivalente faz parte do Calendário Nacional e está disponível em cerca de 36 mil salas de vacinação de todo o País.

Parceria
A vacinação é realizada pela Secretaria da Saúde de Goiás em parceria com as secretarias municipais de Saúde e com a Secretaria da Educação. As doses são aplicadas nas unidades básicas de saúde de todos os municípios goianos, Cais, Ciams e Postos. Alguns municípios aplicam a vacina em escolas públicas e privadas com o intuito de proporcionar a proteção a um número maior de meninas.

A gerente de Imunizações da Secretaria Estadual de Estadual de Saúde, Clécia Di Lourdes Vecci Menezes, destaca que a vacina também está disponível para as mulheres da faixa etária de 14 a 26 anos, que também não imunizadas, que têm HIV/Aids. Esta população foi incorporada como prioritária, considerando que as complicações decorrentes do HPV ocorrem com mais frequência em portadores de HIV e Aids.

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Além disso, as meninas poderão ser vacinadas nas escolas públicas e particulares. A coordenadora do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde, Carla Domingues, explica a importância da estratégia. “Pesquisas, em todo o mundo, demonstram que envolver as escolas é a melhor forma de alcançar altos índices de cobertura. Isso irá permitir que o Brasil possa ter uma geração de mulheres livres do câncer de colo de útero nos próximos ano”, afirma. A recomendação é que as secretarias da Saúde articulem junto às secretarias de Educação a operacionalização das ações nas escolas. “Assim, cada município define sua estratégia de vacinação, de acordo com a logística e realidades locais”, completa Carla.

O secretário de Vigilâncias em Saúde do Ministério da Saúde, Antônio Nardi, ressalta a importância de aplicar duas doses da vacina, sendo que a segunda seis meses após a primeira. “Só assim, essas meninas poderão chegar à idade adulta livre da ameaça de uma doença como a câncer do colo de útero, responsável pela quarta causa de morte na população feminina brasileira”, enfatiza. O HPV é um vírus transmitido pelo contato direto com pele ou mucosas infectadas por meio de relação sexual. Também pode ser transmitido da mãe para filho no momento do parto.

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Balanço
No acumulado de 2014 e 2015, 4,5 milhões de meninas foram imunizadas com a segunda dose da vacina contra o HPV, correspondendo a 92,3% do público alvo. Até 29 de março, 3,4 milhões de meninas de 9 a 11 anos foram vacinadas com a primeira dose contra HPV. Isso representa 69,5% das meninas nessa faixa-etária público-alvo (4,8 milhões). Quanto à segunda dose, até essa data, 2,1 milhões de meninas foram imunizadas, o que representa 43,73% do público-alvo.

Câncer
O câncer do colo do útero é o terceiro tipo mais frequente entre mulheres brasileiras e a quarta causa de morte na população feminina, atrás do câncer de mama e colorretal. Receber a vacina na adolescência é o primeiro de uma série de cuidados que a mulher deve adotar para a prevenção do HPV e do câncer do colo do útero. Portanto, a imunização não substitui a realização do exame preventivo e nem o uso do preservativo nas relações sexuais.

O Ministério da Saúde orienta que mulheres dos 25 aos 64 anos façam o exame preventivo, o Papanicolau, a cada três anos, após dois exames anuais consecutivos negativos.

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