Suplente na Comissão do Impeachment, o senador Wilder Morais afirma que são reduzidas as chances da presidenta Dilma Rousseff no Senado após a votação na casa, ocorrida na última sexta-feira, 6, caso seja admitida a denúncia de crime de responsabilidade. Wilder é integrante da comissão que avaliou o recebimento da ação de impedimento de Dilma.
O senador de Goiás informa que começou a contar o prazo de 48 horas (sem contar o final de semana) para que o parecer seja votado novamente por todos os senadores. O assunto será levado em plenário do Senado nesta semana. Wilder explica que o plenário, decidirá por maioria simples – 41 votos, dos 81 senadores presentes.
Ele afirma que pretende apoiar Michel Temer da mesma forma que esteve ao lado de Dilma nas questões de interesse público. Wilder analisa que a presidenta Dilma Rousseff possibilitou momentos delicados ao longo de seu segundo mandato – o que destruiu todo o legado de Lula e FHC.
Para ele, a fragilidade da economia pesou negativamente contra a equipe do governo. “Se existe algo difícil de maquiar, com certeza, é a economia. Se você mente para a população, ela sente nas ruas que os preços estão mudando. Inflação não é peça de ficção”, diz Wilder.
O senador informa que nesta semana o Brasil pode começar a tomar novos rumos. “Com certeza, agora teremos uma gestão focada em administrar o País. A gestão de Dilma congelou com a ameaça do impedimento. Espero que Temer tenha ao seu lado um ministério técnico e que possibilite as reformas necessárias para o Brasil voltar a crescer. Gosto da menção que o Henrique Meirelles fez sobre o governo almejar metas realistas”, diz o senador.
Wilder explica que daqui para frente a gestão terá uma série de missões. “A mais importante delas, acredito, será reorganizar a economia e gerar empregos. O país tem uma reta descendente de geração de postos de trabalho”.
É preciso – diz o senador goiano – focar em um modelo de gestão mais empresarial, inspirada em resultados. “A administração pública tem um rigor nos meios, na forma com que as coisas acontecem. Venho chamando atenção para o fato de que as formas, os meios devem ser respeitadas, conforme o princípio da legalidade e moralidade, mas o resultado é determinante. O que falo é mais do que um procedimento. É uma nova forma de ver a administração pública. E falta isso no Brasil, que se acostumou com a cultura da burocracia”.
Wilder diz que passou a fase do bate-boca no Senado. Ele afirma que a regra agora será tirar o Brasil do “coma econômico”. Engenheiro, Wilder Morais usa a metáfora do seu campo de trabalho para pensar o Brasil: “Temos a base e alicerces sólidos. Mas aconteceu uma forte ruptura nas estruturas. Talvez tenhamos que iniciar muitas coisas. Uma delas é definir o gabarito. Afinal, onde vamos construir nossa casa agora? Que país queremos daqui para frente”, diz Wilder.
Para o parlamentar, cabe ao PT e partidos de sua base exercerem de agora e diante oposição responsável. O senador goiano afirma que o PSDB, principal derrotado nas urnas na última década, não contribuiu para o “quanto pior, melhor”. De acordo com Wilder, o PT tem que reconhecer que sua oposição jamais tentou impedir a aprovação de propostas de interesse da população. “Até o mensalão, Lula não teve oposição. Governou sem complicações”.
Wilder diz que agora é diferente: o PT não perdoará o afastamento excepcional. “Mas terá que reconhecer seus erros e aceitar que existe um conjunto de brasileiros, sim, interessados em reconstruir o país”.
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