A prática ilícita de manter agentes funerários em prédios públicos foi coibida pela operação Papa Defunto realizada pela Delegacia Estadual de Repressão a Crimes Contra o Consumidor (Decon) e finalizada na manhã de ontem (8).
A ação ocorreu após a Decon receber denúncias de clientes que foram abordados por agentes funerários na porta do Instituto Médico Legal (IML) e da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) e do Sindicato das Funerárias registrar um boletim de ocorrência pelo mesmo motivo.
Em entrevista à CBN, o delegado adjunto da Decon, Frederico Dias Maciel, explicou que existe uma lei municipal que veda este tipo de conduta e aplica sanções como multa e até mesmo a cassação da concessão das funerárias. “Estivemos na Semas e abordamos seis agentes que foram conduzidos para a delegacia por estarem de plantão no local. A delegacia investiga os agentes pelo crime de concorrência desleal”, afirmou Frederico.
Os agentes ficam na porta dos prédios e abordam os familiares antes que eles entrem nos locais e tenham acesso a uma tabela com os nomes das funerárias e os valores praticados. “Como estão vulneráveis eles acabam fechando acordos achando que é um bom negócio”, pontou.
Além dos agentes, a operação investiga também a participação de funcionários de hospitais e servidores públicos no esquema. Frederico informou ainda que as funerárias participantes do crime podem ser penalizadas com multas e em caso de reincidência podem perder o direito de prestar o serviço.
O delegado orienta as pessoas que ao chegarem aos órgãos públicos entrem e conversem com os servidores e não se deixem abordar pelos agentes que estão na porta.
Interior
As práticas ocorridas em Goiânia não são diferentes do interior de Goiás. No Vale do São Patrício o JORNAL DO VALE já recebeu inúmeras denúncias sobre as práticas ilegais realizadas por agentes funerários, que em nosso pensar são treinados pelos grupos funerários.









































