O senador Wilder Morais (PP) fecha 2016 com a relatoria de dois importantes projetos para o País: a Medida Provisória 727, que instituiu o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), e a relatoria da Comissão das Obras Inacabadas.
Parlamentar de destaque do ano, com uma vitória expressiva como o melhor Congressista de 2016, de acordo com o Clube de Repórteres Políticos, Wilder Morais foi escalado para tratar do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) tendo em vista a enorme crise econômica enfrentada pelo Brasil e sua especialização profissional.
Empresário de sucesso e com grande conhecimento dos polos produtivos e das demandas e gargalos nos mais variados segmentos econômicos, o senador deu voto favorável ao projeto que trouxe um plano para aquecer o setor de infraestrutura.
Conforme Wilder, a relatoria das obras inacabadas, entretanto, confirma o que ele já imaginava: o país está paralisado. E com isso perde-se muito em recursos e desatualização de materiais. “O que se percebe é que as obras incompletas e financiadas com recursos da União podem chegar a R$ 1trilhão. Realizamos uma audiência pública no Senado Federal, em Brasília, onde mostramos um cenário ainda provisório, mas preocupante. O prazo de encerramento dos trabalhos está previsto para novembro de 2017, podendo ser estendido por mais um ano. Mas já vamos cobrar do Governo Federal o início imediato”, diz.
Wilder relata que passou o mês de dezembro em visitas a várias cidades goianas, já com a missão de catalogar e sugerir as intervenções do poder executivo junto aos municípios. “A retomada de obras aquece a economia, gera empregos, traz melhorias. Se fica parada só produz dengue”, diz.
O senador diz que terá atenção redobrada com as obras empenhadas e que sequer foram iniciadas. Existem números preocupantes em segmentos como o setor elétrico: “Acreditamos que 70% das obras deste segmento estão inacabadas. Outro problema que identifiquei de imediato: no segmento de mobilidade urbana, aqueles financiados dentro do programa da Copa do Mundo de Futebol, dos 50 projetos aprovados para o evento, apenas 11 foram concluídos”.
A escolha de Wilder para comandar estes projetos e relatorias é técnica. Como engenheiro civil, com grande conhecimento prático, espera-se que o governo tenha um plano de ação mais eficiente. “De nossa parte vamos fazer o que sempre fiz: identificar o problema e prescrever soluções. Elas existem e podemos pegar o caminho mais fácil. O importante é entregar as obras”, diz.
TEMA
O senador afirma ao Cerrado que ele próprio tem dedicado seu mandato a revelar a problemática das obras paradas. “Não passei a enfocar este tema agora não. Em 2015, apresentei um projeto que propõe cadastro para acompanhar andamento de obras federais”, diz o parlamentar.
Wilder diz que o Projeto de Lei 222/2015 cria o Cadastro Brasil Eficiente (CBE). “A partir do cadastro é possível você acompanhar o andamento, os aportes financeiros, o que é destinado para a elaboração da obra. Com este cadastro, acredito, não teremos a repetição deste cenário, com perdas gigantescas para o Brasil”, afirma o senador.





































