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Rodovias goianas precisam receber R$ 3,3 bi em investimentos

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Para que todas as rodovias que passam por Goiás sejam consideradas boas ou ótimas, elas terão que receber R$ 3,36 bilhões em investimentos, sendo R$ 1,59 bilhão a penas nas estradas estaduais. Foi o que revelou a 20ª Pesquisa CNT de Rodovias, feita pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), que mostrou que cerca de 62% das rodovias pesquisadas no Estado tinham algum problema. A Agência Goiana de Transportes e Obras Públicas (Agetop) anunciou que investirá cerca de R$ 1 bilhão este ano e em 2018 na manutenção e reconstrução.

Os prejuízos causados por estradas esburacadas, sem pavimentação ou mal sinalizadas para o escoamento da produção agropecuária de Goiás é uma realidade. A pesquisa da CNT classificou a pavimentação das rodovias goianas como regular, ruim ou péssima em quase 49% dos 6.610 quilômetros avaliados. Em 2015, a Justiça chegou a interditar três trechos de estradas goianas, que estavam intransitáveis. Para a coordenadora de Economia da CNT, Priscila Santiago, não é correto culpar só a crise pelos problemas atuais. Em 1975, se investia 1,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em infraestrutura de transporte. Em 2016, foram 0,2%. O governo federal fez investimentos em 54 mil quilômetros do País no ano passado, sendo R$ 160 mil por quilômetro, enquanto o ideal seriam R$ 250 mil por quilômetro.

Só em Goiás, 1.765 quilômetros precisam ser restaurados. A pesquisa mostrou que 80% da extensão pesquisada no Estado não têm boas condições de geometria, o que pode causar acidentes. Priscila acredita que o caminho passa pelo planejamento estratégico de médio e longo prazo, para reconstrução e manutenção constante.

Pelo relatório da CNT, apenas 5,6% das rodovias goianas estavam em bom ou ótimo estado. A Agetop procurou a confederação, que indicou as intervenções necessárias, e conseguiu elevar este índice para 15,6% com algumas medidas em 2016. O presidente da Agetop, Jayme Rincón, disse que Goiás tem 2 mil quilômetros de rodovias pavimentadas que precisam ser reconstruídas, mas as obras têm esbarrado em problemas financeiros. Ele reconhece que as intervenções feitas em 2016 foram soluções paliativas para dar condições de trafegabilidade.

Rincón afirma que serão investidos cerca de R$ 1 bilhão para reconstrução e manutenção de rodovias, sendo R$ 615 milhões só este ano e o restante em 2018. O assessor técnico da Federação da Agricultura e Pecuária de Goiás (Faeg), Alexandro Alves, informa que a entidade entregou à Agetop a lista de rodovias com sérios problemas estruturais. Porém, nem todas estão contempladas nos investimentos previstos pela Agência.

Mas o presidente da Agetop garante que algumas rodovias com problemas graves, que não estão com obras previstas, receberão manutenção este ano, dentro do projeto Melhoria Funcional, para ganharem condições de trafegabilidade. Segundo ele, com os recursos previstos, o objetivo é chegar a 30% de rodovias goianas em ótimo estado este ano e a 80% em 2018.

Da Redação com O Popular

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