A mãe do borracheiro Vitor do Prado Batista, de 38 anos, morto após um encontro em um motel, disse ontem 4, que o filho foi vítima de uma “covardia”.
A dona de casa Maria do Prado Batista afirma que Vitor era uma pessoa tranquila e não tinha inimizades. Ela e familiares fizeram um protesto pedindo “justiça”, durante a apresentação do suspeito na Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic), em Goiânia.
Maria afirma que o filho saiu de casa, em Uruana, no dia 20 de junho do ano passado, alegando que faria exames na capital. Ela diz que não imaginava que o filho estava de encontro marcado com o vidraceiro Pedro Henrique Rodrigues da Silva, de 19 anos, preso suspeito de matar a vítima enforcada, roubar o carro dela e ocultar o corpo.
Conforme o delegado Valdemir Pereira, titular da Deic, Vitor se encontrou com Pedro Henrique em Goiânia e, após jantarem em um restaurante, seguiram até o motel. Pereira afirma que no local os dois tiveram uma discussão e a vítima foi enforcada, colocada no porta-malas do próprio carro e levada até uma mata em Senador Canedo, onde foi asfixiada e carbonizada.
Segundo o delegado, um mês após o sumiço de Vitor, a polícia encontrou restos mortais de um homem às margens da estrada vicinal em Senador Canedo. No entanto, na época, não havia nenhuma informação que ligasse ao desaparecimento do borracheiro.
Contudo, ao ser preso, no último dia 28, Pedro Henrique levou os policiais até o local em que deixou a vítima. Era a mesma área onde estavam os restos mortais, assim, após exames, foi comprovado que o material encontrado se tratava de Vitor.
Na segunda-feira (3), familiares de Vitor fizeram um sepultamento dele em um cemitério de Inhumas, na Região Metropolitana de Goiânia.
“Eu estou muito triste, porque queria meu filho de volta, vivo. Mas estou aliviada pelo caso ter sido descoberto, o rapaz que fez esta crueldade está preso. Agora é pedir Justiça e lutar para que ele permaneça na cadeia”, disse a dona de casa.
Crime premeditado
O delegado afirmou que o vidraceiro confessou ter matado e roubado Vitor. Segundo ele, o jovem conheceu a vítima nas redes sociais e marcou o encontro já pensando em roubar o veículo dele.
“Ele [Pedro Henrique] confessou todo o crime. Para a gente não resta dúvida de que o crime foi planejado, ele sabia que a vítima tinha o carro e, por isso, marcou o encontro e eles foram ao motel, mas ele já tinha a intenção de matar o Vitor. A princípio ele negou que conhecia o rapaz, mas depois levou a gente até o local onde ele deixou o corpo e ateou fogo no mesmo”, relatou o delegado.
No entanto, ao ser apresentado, na manhã de ontem 4, Pedro Henrique disse que, quando deixou o borracheiro, achou que ele ainda estava vivo. “A gente se conheceu e marcou de se conhecer. Eu fui para o motel com ele e ele disse que eu só ia me deixar ir embora depois que eu tivesse relação sexual com ele. Eu não quis, ele me agrediu e eu pulei em cima dele. Ele desacordou e eu levei ele pra mata”, afirmou.
Apesar da afirmação do suspeito, o delegado diz que não tem dúvidas de que ele planejou roubar a vítima, tanto que vendeu o celular dela cerca de duas semanas após o crime e estava de posse do carro dela.
“No motel ele enforcou a vítima, que ficou desacordada. Depois, colocou o Vitor no porta-malas do carro, parou em um posto de gasolina e, em seguida levou até um terreno próximo a Senador Canedo. Enquanto arrastava a vítima para dentro de uma mata, Vitor acordou. Quando ele acordou, ele o enforcou de novo e acabou de matá-lo. Por fim, botou fogo”, afirmou Pereira.
Da Redação com G1



































