A delegacia regional de Goiatuba cumpriu nesta quinta-feira (8) 75 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão contra 50 suspeitos de integrar uma facção criminosa com sede na Cadeia Pública do município. Com a ação, segundo policiais, o grupo que comandava o tráfico de drogas e delitos contra o patrimônio de dentro da prisão foi desarticulado. As prisões fizeram parte da Operação Panótipo, deflagrada após um ano de investigações.
De acordo com o delegado Patrick Fernando Carniel, titular de Goiatuba, o grupo atuava em Goiás, mas tinha abrangência nacional e estava sediado em São Paulo. Além do município goiano, prisões ocorreram em Pontalina, Caldas Novas, Morrinhos e em Dourados (MT). Até o momento 51 pessoas foram detidas, das quais 32 já estavam presas na unidade prisional de Goiatuba. “Não revelaremos o nome da facção para não dar publicidade aos bandidos”, sublinha.
Segundo Patrick, a ação desta quinta foi a primeira em território goiano a realizar a prisão de integrantes femininas de uma organização criminosa. Ao todo, 14 mulheres foram presas. “As investigações apontam que elas tinham participação ativa e já acumulavam funções de comando. Também prendemos um advogado por tráfico de drogas, associação ao tráfico e organização criminosa”.
Conforme explica Patrick, os faccionados trabalhavam divididos em uma hierarquia consolidada. “São os chamados quadros de hierarquia, em que eles funcionavam como uma empresa, com funções pré-estabelecidas, inclusive dentro do presídio. Eles prestavam contas aos superiores deles. Entre as funções estavam geral do estado, que estabelece o comando regional; geral do paiol, que armazenava drogas e armas; e geral da fora do ar, que entrava em contato com faccionados afastados da organização”.
Os detidos serão interrogados e conduzidos à Unidade Priosional de Goiatuba. “Hoje, após mais de um ano de trabalho, concluímos o inquérito”, observa. Os presos responderão pelo crime de organização criminosa, previsto no artigo 2º da lei 12.850/13, que estabelece pena de três a oito anos, sem prejuízo do aumento de pena pelas funções de comando, emprego de arma de fogo e aliciamento de menores. Também foram instaurados Inquéritos Policiais para a apuração dos crimes praticados pela organização.
A operação teve participação de 60 policiais da 6ª Delegacia Regional de Polícia Civil (DRPC); Grupo Especial de Repressão a Narcóticos (Genarc), Grupo Especial de Repressão a Crimes Contra o Patrimônio (Gepatri), Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) e 2ª Delegacia Distrital de Polícia (DDP), todas de Itumbiara, além das Delegacias de Polícia de Bom Jesus, Pontalina, Goiatuba, Morrinhos, Caldas Novas e Piracanjuba.
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