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Pirenópolis recebe a 19ª edição do festival Canto da Primavera

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Desde quando surgiu, no final dos anos 1990, o Canto da Primavera não tinha uma programação tão reduzida como a de 2018. Em sua 19ª edição, o festival começa nesta quarta-feira (19), em Pirenópolis, e integra a agenda da cidade até o domingo (23). Ao longo dos dias, o público que passar pelo município vai ver de tudo: desde os sintetizadores da Carne Doce, o rap melódico de MC Murcego, o stoner da Rollin’ Chamas, até participações especiais de Zélia Duncan e João Bosco embalados pelo cancioneiro Quarteto Aláfia.

O Canto sempre apresentou nomes da nova geração da música, aliados a artistas de longa data ao lado de grupos regionais. Para a abertura, o Cine Pireneus abre suas portas para o show da Banda Phoenix e, depois, a cantora Salma Jô e sua Carne Doce tocam as canções do disco Tônus, lançado em junho. Ora instrumental, ora cantado, o trabalho é embarcado pela intimidade de guitarras psicodélicas em letras eróticas e performance hipnotizante.

Nos próximos dias, o público terá contato com bandas goianas já conhecidas e que, inclusive, já se apresentaram no festival, a exemplo da cantora Bebel Roriz, que recentemente lançou o álbum Azagaia. O festival também apresenta nomes inéditos nos palcos do evento, como o tocantinense Juraíldes da Cruz, que bebe da cultura popular, como a catira e folia de reis, para compor músicas em viola caipira. O músico foi contemplado como melhor cantor no 21º Prêmio da Música Brasileira.

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A atração principal do final de semana é o Quarteto Aláfia, formado por Marco Lobo (percussão), Ricardo Silveira (guitarra), Guto Wirtti (baixo) e Kiko Freitas (bateria), com repertório ilustrado por canções autorais e clássicos do cancioneiro popular. O grupo também convida os artistas Zélia Duncan e João Bosco em participações especiais que prometem esquentar a temperatura de Pirenópolis entoadas por jazz, maracatu, samba e baião.

“Será uma ótima oportunidade de experimentarmos diferentes sons em um festival de tamanha aglutinação cultural. Pirenópolis candeia cultura por si só. Vai ser uma oportunidade musical tanto para nós, artistas, quanto para o público”, aponta Zélia Duncan, que toca na sexta-feira, na Rua do Lazer. Os outros espaços que o Canto da Primavera vai ocupar são a Igreja Nosso Senhor do Bonfim, o Cine Pireneus e o entroncamento do Teatro Sebastião Pompeu de Lima, que está em reforma desde o início do ano.

 

Afinação local

Com edição menor e mais compacta, o Canto da Primavera é um dos principais eventos geridos pela Secretaria de Educação, Cultura e Esporte (Seduce), ao lado do Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) e do TeNpo – Mostra Nacional de Teatro. Este ano, o festival custará em torno de R$ 700 mil, de acordo com a secretaria. Nos últimos anos, o Canto apresentou grandes vozes da música brasileira, a exemplo de Dona Onete, Mart’nália, Otto, Gilberto Gil e Céu.

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Na edição do Canto da Primavera do ano passado, manifestantes presentes na plateia do show do cantor Fernando Perillo – que se apresenta novamente neste ano – levantaram cartazes reivindicando a participação de artistas e cantores da própria Pirenópolis. Parece que o público foi ouvido. Nomes pirenopolinos integram o festival, a exemplo do coco, xote e carimbó da Camerata Caipira, ou o rap melódico de MC Murcego, que fez show no festival de 2013.

O destaque entre as atrações de Pirenópolis é o baterista e compositor Ricardo de Pina, que apresenta um repertório de nomes como Tom Jobim, Edu Lobo, Milton Nascimento, Yellowjackets, além de composições autorais. O goiano esteve na agenda do Canto em 2012, quando dividiu o palco com Criolo e Milton Nascimento.

OP

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