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Portabilidade bate recorde com 153 mil trocas de operadoras em Goiás

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Os clientes das operadoras de telefonia fixa e móvel não estão mais fiéis às empresas. A portabilidade numérica, sistema que permite aos usuários dos seus serviços trocarem de empresa mantendo seu número, quando não estiver mais satisfeitos com os serviços prestados, bateu recorde em Goiás e no Brasil em 2018.

O número de pedidos de clientes para migrarem seus números telefônicos para outra operadora cresceu quase 30% no ano passado no Estado em relação a 2017, o dobro do crescimento de quase 15% no País. Só no ano passado, foram 153,07 mil migrações em Goiás.

Entre setembro de 2008, quando a portabilidade numérica passou a existir, e 31 de dezembro de 2018, já foram realizadas 1,073 milhão de transferências entre operadoras no Estado e 47,5 milhões no Brasil, segundo balanço anual divulgado pela Associação Brasileira de Recursos de Telecomunicações (ABR Telecom), entidade que administra a portabilidade numérica no País. O número de operações de portabilidade foi o maior desde 2011 no Brasil.

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Para o presidente do Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo (Ibedec), Wilson Rascovit, a possibilidade de migração do número de uma operadora para outra foi uma grande conquista do consumidor, assim como ocorreu com as demais modalidades de portabilidade, como a bancária. “Qualquer redução de custos numa prestação de serviços ajuda muito no orçamento do consumidor e deve ser buscada”, destaca.

 

Razões

Segundo Wilson, a busca pela redução de custos é a maior motivação para a troca de uma operadora por outra. “Quando este é o motivo, a empresa atual costuma oferecer descontos na tentativa de não perder o cliente, o que é sempre bom”, destaca.

Outra razão que costuma levar o usuário a fazer a migração é a má qualidade dos serviços prestados. O presidente do Ibedec conta que ele mesmo já fez algumas operações de portabilidade em busca de melhores condições de preço e qualidade de serviços. Neste último caso, a empresa tem mais dificuldade para oferecer uma vantagem que faça o cliente permanecer.

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O usuário de serviço telefônico que deseja realizar a troca deve procurar a operadora para onde quer migrar e fazer a solicitação. A empresa para qual o usuário deseja migrar fornecerá um número de protocolo de solicitação para que ele possa acompanhar o processo. No Brasil, o modelo vigente determina que as migrações devem ser solicitadas dentro do mesmo serviço, de móvel para móvel ou de fixo para fixo, e na área de abrangência do mesmo DDD.

O tempo de transferência para efetivação da portabilidade é de três dias úteis, ou após esta data, caso o usuário deseje agendar. Para desistir, ele tem dois dias úteis, após a solicitação, para suspender o processo de migração.

Portabilidade bate recordeOP

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