A Polícia Civil (PC) criou uma força-tarefa para investigar a causa da morte da jovem estuprada na UTI de um hospital em Goiânia. Os pais da vítima, Susy Nogueira, foram ouvidos na tarde de ontem (11). Três delegados vão colher os depoimentos, e a expectativa é de que ao menos 20 profissionais que trabalham no hospital onde ela estava internada sejam ouvidos.
A empresa terceirizada da UTI, a OGTI, informou que “todas as informações solicitadas à OGTI foram entregues à Polícia Civil. Aguardamos com tranquilidade os desdobramentos”.
Conforme o advogado da família, Darlan Alves Ferreira, o pai da Susy esteve na semana passada com o secretário de Segurança Pública, Rodney Miranda, e com um diretor da Polícia Civil para pedir agilidade nas investigações sobre a causa da morte. Duas deputadas estaduais o acompanharam.
Após a reunião, ficou definido que mais dois delegados vão trabalhar em conjunto com o titular do 9º DP, Washington da Conceição, no inquérito para apurar a causa da morte. A informação foi confirmada pelo delegado regional de Goiânia, Josuemar Vaz de Oliveira, que definiu o reforço dos delegados André Botesini e Emilia Podestá.
Mãe chorou muito, diz delegado
Os pais da Susy estiveram na manhã de ontem (11) na delegacia regional e prestaram depoimentos entre 8h30 e 12h. Eles foram ouvidos pelo delegado Washington da Conceição.
“Eles estão muito abalados ainda. A mãe dela chorou muito no depoimento. Contaram que, durante as visitas, percebiam que ela queria falar alguma coisa, mas que não conseguia por estar entubada, e as lágrimas escorriam no rosto dela”, informou o delegado.
Ainda segundo o Washington, o casal reafirmou a versão de ter tomado ciência dos abusos durante o velório da vítima. Os pais afirmaram também que essa tinha sido a primeira vez que a jovem foi internada no Hospital Goiânia Leste e que a levaram ao local por ser a unidade de saúde mais próxima.
O delegado contou que aguarda uma relação com o nome dos funcionários que estavam em serviço no dia em que a vítima foi estuprada para convocá-los a depor. O técnico em enfermagem Ildson Custódio Bastos, suspeito do crime, permanece preso e será o último a ser ouvido, segundo explicou Washington da Conceição.
Um outro inquérito policial sobre a investigação do abuso sexual já foi concluído. O técnico em enfermagem foi indiciado após ser flagrado por uma câmera abusando da jovem, segundo a polícia. Ele nega o crime.
“Já ouvimos dois médicos e quatro funcionários da portaria, mas vamos ouvir ainda outras 20 pessoas que passaram pelos plantões nos dez dias em que ela ficou na UTI”, completou. Com G1












































