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Veja as dicas de saúde por Fabiano Santana Moura

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Você já usou remédios para desentupir nariz?

Na última matéria, falamos sobre a rinite alérgica, ou alergia no nariz. Mais comumente causada por ácaros (presentes na umidade, no mofo e pó doméstico, em bichos de pelúcia), esporos de fungos, cigarro, pólen, pelos de cachorro e gato, baratas, odores fortes (perfumes, produtos de beleza, produtos de limpeza), poluição atmosférica (carros, indústrias, queimadas, no campo), ar condicionado, mudanças climáticas e/ou de temperatura ambiental, fatores decorrentes do trabalho (limalha de ferro, serragem, gasolina, solventes, tecelagem, pó de giz, tintas e vernizes) e etc. Nesta ocasião, falaremos sobre a rinite decorrente do uso de vasoconstrictores tópicos, os famosos “remédios para desentupir o nariz”. São medicamentos potentes, que desentopem o nariz quase que imediatamente, e existem milhares de pessoas viciadas em remédios de pingar no nariz. São esses os pacientes que têm a rinite medicamentosa.

A questão é que esses remédios (vasoconstrictores) levam a um alívio respiratório quase que instantâneo. Mas esses próprios remédios destinados a desentupir nariz têm um efeito colateral rebote: entupir o nariz. O próprio remédio entope tardiamente o nariz e faz com que a pessoa pingue novamente, e assim sucessivamente até virar um vício constante. A pessoa anda para todos os lados com o remédio no bolso e se vê desesperada se o não tiver. Já tive pacientes que usavam mais de um frasco desses remédios por dia. Esse vício é tão comum que as pessoas nem imaginam! Já atendi de madrugada, em pronto socorro, vários pacientes que não conseguiam dormir pois o nariz estava entupido e as “gotinhas de desentupir” haviam acabado.

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Mas como pode ser de livre comércio um remédio desses? Eu sinceramente não entendo. Em minha opinião, a rinite medicamentosa é verdadeiramente um problema de saúde pública, pois remédios como esses deveriam ser vendidos exclusivamente e rigorosamente somente com receita médica. Claro que eles são importantes no arsenal terapêutico médico, mas normalmente devem ser usados por, no máximo, três a cinco dias seguidos e nada mais. Somente o médico pode e deve dizer qual o período de uso, o paciente não deve administrá-lo livremente.

Outra questão é que esses medicamentos são imediatamente absorvidos na corrente sanguínea e podem levar a efeitos colaterais graves. Dentre eles citamos a hipertensão arterial, arritmia cardíaca e outras doenças cardiológicas, além de dor local, sangramento nasal e até perfuração do septo nasal.

É muito importante consultar um otorrinolaringologista para identificar a causa da obstrução nasal e tratar corretamente. Não compre medicação sem orientação médica, pois além de o remédio poder fazer mal, pode também mascarar uma doença mais séria como a sinusite aguda e crônica ou até tumores nasais.

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Essas são as dicas do Dr. Fabiano Santana Moura. Otorrinolaringologista. Atende no Centro Clínico e Diagnóstico São Pio X. Telefone: 3307-1505. Whatsapp (62) 9962-6052

Jornal do Vale, desde 1975 – www.jvonline.com.br

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