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HMI cria projeto ‘Carta aos Pais’ para ajudar no processo de luto das famílias que perderam bebês

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Com o objetivo de acolher e auxiliar famílias que perderam bebês recém-nascidos, o Hospital Materno Infantil (HMI) em Goiânia, implantou neste mês de julho, o projeto “Carta aos Pais”. A cartinha, escrita em primeira pessoa, leva os dados do bebê, o carimbo dos pezinhos e a pulseira de identificação da internação.

“É uma carta elaborada de maneira humanizada, a comunicação é escrita em primeira pessoa, como se fosse o próprio bebê falando com os pais. Contém os principais dados da criança e é entregue à eles no fechamento do atendimento psicológico”, explica Juliana Coimbra, coordenadora do projeto.

Juliana faz parte do setor de psicologia da unidade, responsável por oferecer esse apoio as famílias. Ela explica que a ferramenta busca proporcionar um maior acolhimento aos pais que se encontram em uma situação traumática, se apresentando como um mecanismo psicológico durante o luto.

“A morte de um filho antes do nascimento, logo após ou com pouco tempo de nascido, rompe com a ordem natural da vida. A família se prepara, cria expectativas, faz planos em relação a criança que está por vir ou que chegou, e de repente, vê seus sonhos interrompidos. Isso é muito doloroso”, afirma.

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O projeto foi implantado há poucos dias, mas Juliana já vinha escrevendo as cartinhas há mais tempo, de próprio punho. O papel, feito após o óbito do bebê, em um documento formalizado pelo setor de psicologia da unidade, é entregue aos pais que estão em condições emocionais de receberem a homenagem.

“Por oferecer atendimento a pacientes com gestação de alto risco e também a bebês em estado grave de saúde, por mais que as equipes se empenham em estabilizar e restaurar a saúde deles, há situações em que ocorre o óbito. E essa ferramenta formaliza a despedida”, conta.

Juliana relembra de uma das mães que recebeu a homenagem. Ela perdeu o bebê na quinta-feira (23), com apenas 13 dias de vida. Segundo a psicóloga, a mãe ficou impactada ao receber a carta.

“A mãe se emocionou muito e agradeceu pelo atendimento e acolhimento que recebeu no hospital. Em momentos como esse, eu tento humanizar ao máximo, para que a pessoa possa se apoiar emocionalmente”, conclui a psicóloga. G1

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