Estamos em “lockdown” por 15 dias. Essa expressão americana foi incluída no nosso bom português, sabe lá Deus por que. Era mais fácil dizer: “fechamento total” do comércio. Mas os brasileiros gostam de desvalorizar nosso idioma. É chique, só que não. Da mesma forma que não dão valor ao voto, durante as eleições. E colocam no poder, quem normalmente não trabalha para o povo, nota-se que a maioria é contra ele.
Pelas próximas duas semanas, centenas de empresas em Ceres, Rialma e cidades vizinhas, ficarão fechadas. Muitos empresários já não sabem o que fazer com seus funcionários. Ora, se não entra dinheiro em caixa, fica difícil fechar a conta no fim do mês. Sou sócio de um empreendimento e sei bem como é difícil administrar.
Desde o início da pandemia, nossos líderes estão dando “tiros” no escuro. Tentativas de conter o avanço da Covid-19. Agora me expliquem: como o fechamento do comércio pode evitar isso? A resposta é simples: com menos gente circulando, as aglomerações seriam evitadas e por consequência, o vírus fica enfraquecido. De igual modo acontece com a economia, alguém tem que pagar essa conta.
A chegada da vacina foi um alívio, mas não tira de nós o dever de preservar a vida fazendo o uso de máscaras e mantendo o distanciamento social. Mas para que funcione é preciso colaboração de todos.
Usarei trecho de um ditado popular, adaptado ao momento. “Manda quem pode, obedece quem tem exemplo”. O governador Ronaldo Caiado (DEM) vive em reuniões, marcadas por aglomerações, muitas por sinal. Na última quinta (18), em uma reunião realizada por prefeitos do Vale do São Patrício, o distanciamento social passou longe. Onde estava a fiscalização? “Cri, cri, cri”. Tudo isso, a meu ver, não passa de mera demagogia, ou simplesmente “poder” de manipular. Algo que é inaceitável.
Antes de cobrar protocolos sanitários da população, fechar a economia (sem dar devido amparo, que é previsto na constituição) nossos “representantes” devem mostrar como fazer, infelizmente isso não acontece.
Renato Violi, jornalista e nutricionista em formação
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