Pesquisar
Close this search box.
COVID-19

Ocupação de UTI para Covid-19 sobe em 13 das 18 regiões de Goiás

O que está chamando mais a atenção ainda não é a intensidade dos casos e da demanda por internações, mas a velocidade com que estes números vêm crescendo.

publicidade

O mapa de calor do risco de Covid-19, divulgado semanalmente desde fevereiro pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), mostra que após sete semanas de alta na taxa de contágio, a taxa de ocupação dos leitos de UTI na rede particular se mantém numa tendência de alta e a na rede estadual encerrou a queda que vinha sendo observada desde o final de abril. O período coincide também com o de flexibilização das medidas restritivas por parte do governo estadual e das prefeituras goianas.

No último mapa, 13 das 18 regiões tiveram piora na taxa de ocupação dos leitos particulares (UTIg), sendo que 3 pela terceira semana seguida e 5 com índice acima de 90%. O indicador vem piorando semana a semana. No dia 7 de maio, 14 regiões haviam diminuído a taxa de ocupação de leitos particulares. No dia 14, 7 regiões tinham melhora no indicador. No dia 21, eram 6 e, agora, apenas 4.

Já na rede estadual, a taxa (UTIe) piorou em 15 regiões, sendo que em 6 pela segunda semana seguida e 8 estão com índice acima de 90%. A diferença é que na rede particular a queda verificada entre abril e maio foi bem maior do que na estadual, que ficou apenas duas semanas com a maioria das regiões com índice abaixo de 80%. O mapa de calor mostra um cenário pré-2ª onda, que veio logo após o carnaval.

Velocidade grave

O presidente da Associação dos Hospitais Privados de Alta Complexidade de Goiás (Ahpaceg), Haikal Helou, disse que no momento o que está chamando mais a atenção ainda não é a intensidade dos casos e da demanda por internações, mas a velocidade com que estes números vêm crescendo.

Segundo Helou, na rede particular, a taxa de ocupação cresceu 15% em menos de 10 dias. “O negócio está rápido. Aumentou a presença em pronto-socorro, aumentaram as internações, aumentaram os exames, tudo indica que estamos em uma curva ascendente. Não estamos lotados ainda, mas, se continuar deste jeito, é questão de dias.”

Leia Também:  Na 22ª Tecnoshow, Caiado defende gestão limpa e ágil para acelerar o desenvolvimento de Goiás

Helou cita também duas situações que estão chamando a atenção dos profissionais de saúde: a idade dos pacientes, cada vez mais jovens; e o tempo maior que a doença tem demorado para se agravar. Antes os casos graves apareciam no sétimo dia, agora há muitos casos em que isso ocorre no 13º ou 14º dia, período em que até então uma pessoa contaminada já estaria em alta médica.

Há uma discussão se estamos entrando numa terceira onda ou se é um repique da segunda, mas Helou diz que o mais grave é que os sinais são de que teremos um momento que pode ser ainda pior do que o vivido entre março e abril. Isso porque a vacinação segue em um patamar muito baixo e as pessoas não estariam se isolando, com as prefeituras flexibilizando as atividades como se “tudo tivesse normal”. “Não é compatível com uma doença infectocontagiosa de alta transmissibilidade.”

O dirigente do setor hospitalar lembra que após a primeira onda a flexibilização das atividades não-essenciais aconteceu quando a taxa de ocupação das UTIs estava em torno de 60% e que ao final da segunda onda isso ocorreu com a taxa ainda em 90%. “Não quero prever, mas dá um medo muito grande porque estamos vendo o mesmo cenário do início da segunda onda e não tem sinal de que essa onda vai ser mais branda.”

Contágio em alta

A taxa de contágio (Re) medida pelo mapa de calor entrou na sétima semana em alta, sendo que duas regiões apresentam o pior índice desde que o sistema foi criado pela SES-GO.

A região Sudoeste II, onde fica Mineiros e mais nove cidades, totalizando 236 mil habitantes, registrou uma taxa de 1,44, a pior da região desde 27 de fevereiro, quando o mapa foi divulgado pela 1ª vez na atual fórmula. Já a região Sul, que abrange Itumbiara e mais 11 municípios, somando 255 mil pessoas, chegou a 1,86, pouco abaixo do 1,89 verificado no dia 27 de fevereiro, a pior até então. Itumbiara, por sinal, é uma das cidades que resiste a adotar medidas restritivas, sendo uma das poucas que durante o pico da segunda onda, em março, mantiveram atividades não essenciais abertas.

Leia Também:  Campus Party Goiás reúne mais de 100 mil pessoas em quatro dias de programação

Outras 10 regiões também apresentam taxa acima de 1,4. A epidemia é considerada sob controle quando o índice está abaixo de 1. Quando está em 1,86, como é o caso da região Sul, quer dizer que a cada 100 pessoas contaminadas outras 186 contraem a doença.

A região Central, que envolve Goiânia e mais 25 cidades, tem tido uma oscilação na taxa de contágio. Após atingir 1,34 no dia 21, voltou a cair para 1,12. Mas a pressão por leitos voltou a subir na rede estadual no último mapa e na rede particular há três semanas seguidas.

Já a região Centro-Sul, que conta com Aparecida de Goiânia e mais 24 cidades, tem visto o Re crescer desde o dia 14 de maio, mas isso ainda não se refletiu na taxa de ocupação dos leitos, que segue alto na rede estadual (acima de 90%), mas em queda na rede particular. É a primeira vez nas últimas seis semanas que o Re está maior do que na região de Goiânia.

JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com

Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres

Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade