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plantão policial

Mãe de jovem assassinada enfrenta medo e ameaças

“As pessoas me procuram, ficam perguntando coisas da minha vida, sobre o que eu desejo para os assassinos, se eu consigo perdoá-los. Um chegou a dizer que me mandaria as fotos da minha filha morta, sendo que eu não tive vontade nem de ler o laudo do cadáver…” relatou a mãe

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Ariane Bárbara, 18 anos, foi assassinada há um ano após sair de casa para encontrar alguns “amigos” em Goiânia. A mãe dela, a cabeleireira Eliane Laureano, 36, ainda enfrenta os reflexos do pior dia da vida dela.

A jovem desapareceu em 24 de agosto de 2021 após sair para lanchar com um grupo de amigos no setor Jaó. No caminho, segundo a polícia, ela foi enforcada até desmaiar. Depois, foi esfaqueada. Após matar Ariane, os amigos colocaram o corpo no porta-malas de um veículo e desovaram em uma mata.

O corpo da jovem foi encontrado no dia 31 de agosto com perfurações de faca e em estado de decomposição em uma mata do setor Jaó.
De acordo com Eliane, a dor só aumentou neste ano. Além disso, declarou que sofre ameaças e passou a receber ataques, e que vive com medo. Por ter deixado os contatos expostos enquanto buscava pela filha, passou a receber mensagens intimidadoras.

“As pessoas me procuram, ficam perguntando coisas da minha vida, sobre o que eu desejo para os assassinos, se eu consigo perdoá-los. Um chegou a dizer que me mandaria as fotos da minha filha morta, sendo que eu não tive vontade nem de ler o laudo do cadáver, quando ele ficou pronto. Não li o relatório do inquérito. Eu não quis ver como ela estava, quando foi encontrada”, revela e pontua que sempre bloqueia a pessoa quando isso acontece.

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Ela também afirmou que não entra no quarto da filha desde então. “Minha vida parece que parou. Eu tenho medo. Não consigo sair de casa sozinha. Qualquer coisa para fazer na rua, eu preciso que alguém vá comigo, já não trabalho da mesma forma que antes e até hoje não tive forças para entrar no quarto que era da Ariane.” Tudo permanece como a jovem deixou.
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