Um homem de 43 anos foi preso nesta terça-feira (27) pela Polícia Civil (PC) através da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM) de Goianésia no Vale do São Patrício, por ser suspeito de cometer vários crimes contra sua esposa, com quem convive há 21 anos. Ele preso em flagrante por descumprimento de medidas protetivas de urgência e perseguição contra a esposa, e sua filha de 19 anos.
Em outubro do ano passado, a vítima havia procurado a DEAM e registrado uma ocorrência de ameaçada de morte. Naquela ocasião requereu também medida protetiva de urgência, que foi deferida pelo Poder Judiciário, no entanto, o homem não respeitou a decisão judicial e coagiu, mediante graves ameaças, a mulher a voltar a residir com ele.
Segundo a vítima, constantemente sofria violências físicas e psicológicas. Na última segunda-feira (26), por exemplo, recebeu mensagens e áudios pelo WhatsApp com ameaças de morte. Nas mensagens o homem dizia que iria matá-la. Disse ainda que usaria uma machadinha para quebrar sua coluna e uma faca para deformar o seu rosto, assim ela não teria condições de cuidar do seu filho. As mensagens ainda eram compostas por emojis de facas e carinhas de demônios. No momento da prisão, os policiais localizaram a faca e a machadinha, em um móvel, próximo a cama do casal.

A delegada Poliana Bergamo, que apura o caso, informou que no momento da confecção do procedimento policial, a mulher decidiu contar todo o pesadelo que vivia ao lado do marido, com quem tem três filhos. Além das constantes ameaças de morte, desde 2009 sofre violência sexual por parte do esposo. Ele a obrigava a arrumar mulheres mais novas para ele manter relações sexuais e também a obrigava a participar de situações sexuais anormais.
Conforme esclareceu a delegada, a PC vai investigar os crimes sexuais narrados pela vítima e eventual cometimentos de delitos contra crianças e adolescentes.
O investigado que não teve a identidade divulgada, foi autuado pelos crimes previstos nos artigos 147-A §1º, II, do Código Penal Brasileiro (com pena de 09 a 03 anos), e Artigo 24-A c da Lei Maria da Penha (pena de 03 meses a 02 anos). A PC representou pela conversão da prisão em flagrante em preventiva e está recolhido no Centro de Inserção Social de Goianésia, onde encontra-se à disposição do Poder Judiciário.
A ação da DEAM ocorreu no contexto da Operação Maria da Penha do Ministério da Justiça, deflagrada no dia 29 de agosto.
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