Crimes de exploração sexual infantil são alvos da Operação Falso Álibi, deflagrada nesta terça-feira (11) pela Polícia Federal (PF) em Goiás. Os agentes cumprem três mandados de busca e apreensão e um de prisão preventiva em Mineiros (GO) e Cuiabá (MT). Conforme a investigação, o esquema envolve o comércio e distribuição de imagens de pornografia infantil.
De acordo com a PF, os envolvidos são investigados por trocarem, armazenarem e divulgarem imagens de exploração sexual infantil e links de comercialização desse material por meio de grupos de aplicativos de mensagens. A apuração aponta que um dos alvos integrava vários grupos desses aplicativos, compartilhando o material ilícito.
A operação leva o nome de Falso Álibi devido ao modo de agir dos investigados que, a pretexto de denunciarem essa prática criminosa, participavam ativamente do oferecimento, troca, distribuição dessas imagens. Um deles, inclusive, se passava por autoridade policial federal, chegando a fornecer o endereço da Polícia Federal em Jataí em alguns cadastros, tudo a indicar a tentativa de criação de um falso álibi.
Segundo explica a PF, a pedofilia na internet corresponde à produção, publicação, venda, aquisição, troca, armazenamento de pornografia infantil por meio de páginas da web, e- mail, salas de bate-papo ou qualquer outro meio.
Os investigados podem responder pelos crimes de distribuição e armazenamento de material contendo pornografia infantil, cujas penas somadas podem chegar a 10 anos de reclusão.
Já o homem que se passava por policial federal foi preso pelos crimes de armazenamento de pornografia infantil, além de uso de marcas, logotipos, siglas ou quaisquer outros símbolos utilizados ou identificadores de órgãos ou entidades da administração pública.
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