João Lourenço de Oliveira, de 64 anos, motorista e servidor da Polícia Civil de Goiás (PCGO), foi encontrado morto na tarde desta segunda-feira (15), em Trindade, região metropolitana de Goiânia. O idoso desapareceu no sábado (13) após sair de casa em sua caminhonete, no bairro Parque Jardim Buriti, em Goiânia.
De acordo com Edson Cândido, advogado da família da vítima, o assassinato teve motivação financeira. O filho de João Lourenço, que estava endividado, pediu dinheiro ao pai para emprestar, mas recebeu uma negativa. “Ele pediu dinheiro para o pai, que não quis emprestar, e acabou dando um tiro na cabeça dele”, detalhou o advogado ao Metrópoles.
Uma operação conjunta das Polícia Civil (PCGO) e Polícia Militar (PMGO) de Goiás prendeu o filho de João Lourenço nesta segunda-feira. O suspeito foi identificado como o filho que combinou com o pai de ir para Bela Vista, mas viajou sozinho porque o pai não conseguiu a tempo.
Após o carro do idoso ser encontrado, o filho foi preso e confessou o crime, levando os policiais ao local onde o corpo estava escondido. Ele é o principal suspeito do homicídio.
Além do filho, quatro outras pessoas foram presas por suposta participação no assassinato e na ocultação de cadáver, totalizando cinco suspeitos detidos.
O corpo de João Lourenço foi localizado em uma vala próxima ao Aterro Sanitário de Goiânia, em uma região de mata na divisa entre Goiânia e Trindade. A caminhonete da vítima foi encontrada em Goiânia.
João Lourenço estava desaparecido desde a manhã do sábado (13), quando saiu de casa em sua caminhonete. Familiares e colegas iniciaram uma mobilização para localizá-lo, compartilhando as buscas nas redes sociais.
Durante as buscas, testemunhas apontaram o veículo do servidor em Caldas Novas, na região Sul de Goiás, informação que foi investigada pela Polícia Civil. Com o avanço das diligências, os investigadores encontraram o carro e chegaram ao filho da vítima.
A última mensagem do motorista em um aplicativo de mensagens foi por volta das 10h do sábado, após o que ele não acessou mais o aplicativo. Familiares encontraram o celular de João quebrado.
As circunstâncias e a motivação do crime ainda são apuradas pela Polícia Civil de Goiás. A corporação realizou perícias e continua investigando o caso para esclarecer todos os detalhes do homicídio.
O nome do filho preso não foi divulgado pela polícia por questões legais. Até o momento, não há informações sobre a Bahia processual dos cinco suspeitos detidos.
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