O corpo da adolescente Luana Marcelo Alves de 12 anos, está no Instituto Médico Legal (IML) em Goiânia e ainda deve passar por procedimentos de perícia da Polícia Científica nos próximos dias.
Conforme o órgão, a liberação do corpo da garota pode acontecer em até uma semana. Um dos procedimentos que devem ser feitos pela Polícia Científica é a identificação do corpo por meio de DNA para comprovação dos fatos na investigação do crime.
O ajudante de pedreiro Reidimar Silva de 31 anos, que confessou ter matado a meninda, disse à polícia que tentou estuprar a menina, mas ela resistiu. Em seguida, a enforcou até a morte, queimou o corpo dela e enterrou no quintal da casa.
Os resultados da perícia não têm uma previsão exata para ficarem prontos, já que o corpo foi encontrado dois dias depois de carbonizado e enterrado, dificultando os procedimentos de identificação. Ainda não há informações de velório e enterro, já que a família espera a liberação do corpo de Luana.
Delegada aguarda laudos para concluir investigação
A delegada da Polícia Civil (PC) Caroline Borges, que investiga o caso da estudante Luana Marcelo Alves, aguarda a conclusão dos laudos do Instituto Médico Legal (IML) para dar andamento ao inquérito.
Até o momento, a Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) já ouviu o depoimento dos pais da vítima, os familiares do suspeito, do dono do imóvel alugado por Reidimar, dos vizinhos e a dona de uma Lan-House, que forneceu as imagens das câmeras do estabelecimento. “Muitas testemunhas foram ouvidas no mesmo dia do crime, hoje o dono da casa e a mulher que disse que viu veículo passando duas vezes pela menor”, disse Caroline.
De acordo com a delegada, a investigação aguarda a conclusão dos laudos para dar seguimentos ao inquérito. “A perícia é muito complexa, pois trata-se de um corpo em decomposição, carbonizado e cimentado. Os vestígios de sangue estão sendo confrontados com o DNA do corpo encontrado e isso deve demorar um pouco”, enfatizou.
Relembre o crime
Luana saiu de casa por volta das 9 horas de domingo (27) para comprar salgados em um mercado que fica a 330 metros da residência, no Setor Madre Germana II, em Goiânia. As imagens de câmeras de segurança da região mostram a menina passando em direção ao estabelecimento às 9h29 e voltando pelo mesmo local às 9h34 já com um pacote nas mãos. Depois não foi mais vista.
“Ela sempre chega no horário certo, nunca atrasa”, diz o comerciante Robson Marcelo de Santos, de 33 anos, pai de Luana. O caminho até o mercado é conhecido pela estudante, acostumada a andar por ali todos os dias, no quarteirão acima da casa da família.
A garota saiu com dez reais para a comprar e não portava documentos, nem celular por conta do pequeno trecho que seria percorrido. Além disso, Luana estava com o cabelo de mechas vermelhas preso e usava uma blusa estampada com a logo do aplicativo TikTok e uma bermuda.
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