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Economia

Preço da carne tem maior queda em 15 meses; Picanha foi a que mais barateou

No IPCA, a variação das carnes reflete os preços de 18 subitens. Em fevereiro, a picanha foi o corte pesquisado com a maior queda (-2,63%). Em seguida, vieram figado (-2,50%), alcatra (-2,50%), capa de file (-2,37%) e costela (-2,28%).

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Os preços das carnes caíram 1,22% em fevereiro no Brasil, apontam dados divulgados de sexta-feira (10) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Essa é a maior baixa desses produtos no IPCA (índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) desde novembro de 2021. Ou seja, a nova queda é a mais intensa em 15 meses, o equivalente a mais de um ano. Em novembro de 2021, as carnes haviam recuado 1,38%.

Pedro Kislanov, gerente da pesquisa do IPCA, lembrou que os preços já vinham em uma trajetória de trégua após fortes altas na pandemia.

Conforme Kislanov, a baixa em fevereiro deste ano pode ter sido intensificada pelo impacto inicial do embargo às exportações brasileiras para a China.

A suspensão das em vendas aos chineses depois de um suposto caso do mal da vaca louca no Pará, teria resultado em um aumento da oferta no mercado interno e consequente queda dos preços.

No IPCA, a variação das carnes reflete os preços de 18 subitens. Em fevereiro, a picanha foi o corte pesquisado com a maior queda (-2,63%). Em seguida, vieram figado (-2,50%), alcatra (-2,50%), capa de file (-2,37%) e costela (-2,28%).

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A variação do IPCA foi calculada a partir dos preços coletados no período de 28 de janeiro a 28 de fevereiro, segundo o IBGE.

“As carnes já vinham tendo uma redução, mas nesse mês foi mais pronunciada. Por isso, acho que tenha efeito da redução das exportações”, disse Kislanov.

A economista Luciana Rabelo, do Itaú Unibanco, faz avaliação semelhante. “Pode ter tido algum impacto [do embargo], mas é uma inflação que já vinha desacelerando”, afirmou.

O Ministério da Agricultura confirmou neste mês que o caso de vaca louca no Pará foi atípico, mais comum em bovinos mais velhos e sem riscos para a cadeia produtiva e consumidores.

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