Um jovem de 18 anos foi preso preventivamente, um menor foi apreendido e outro adulto está foragido, todos suspeitos de participação em um estupro coletivo que ocorreu em Santo Antônio do Descoberto. Conforme a Polícia Civil (PC), a vítima foi uma adolescente de 16 anos que as investigações apontam ter sido dopada pelo grupo.
O fato ocorreu em agosto e foi informado pelo Conselho Tutelar do município. Na ocasião, a adolescente e um amigo foram chamados para beber na casa de um dos suspeitos, onde foi oferecida uma bebida batizada para a vítima. Ela afirmou para a PC que depois de tomar a bebida, a última coisa da qual se lembra é dos suspeitos pedindo que o amigo dela saísse para comprar energético, e depois teve apenas flashes do grupo cometendo o crime.
Ao voltar da compra, o amigo da jovem presenciou pela janela parte do estupro coletivo, segundo informações do delegado Adriano Jaime. O adolescente teria então dito que levaria a amiga para casa e os dois passaram um tempo escondidos, pois um dos suspeitos, que está foragido, tem uma longa ficha criminal. A PC foi informada que este suspeito procurado está escondido em outro estado.
O amigo da jovem, que presenciou o fato informou para a PC que durante o momento do crime ainda ouviu o trio comentar “agora é minha vez” para revezamento no estupro.
A menor foi encaminhada para o Instituto Médico Legal (IML) e os peritos identificaram lesões nas partes íntimas dela e no pescoço. A PC afirma que o cabelo da vítima ainda foi cortado pelos suspeitos.
O suspeito de 18 anos que foi preso recusa a falar sobre a situação, mas o menor de idade envolvido revelou que o estupro foi filmado e está no celular de um dos maiores. O celular do maior preso foi apreendido e deve ser analisado à procura a do vídeo. O delegado informou que esse suspeito tinha uma passagem por agredir a ex-namorada grávida, também menor de idade.
Os maiores podem responder por estupro de vulnerável e corrupção de menores, se o vídeo for encontrado novas acusações podem ser acrescentadas.
Família da vítima
O delegado comentou que encontrou com a mãe da vítima durante um evento da campanha agosto lilás, ação para combater a violência contra a mulher e feminicídio. “Ela me abraçou, chorou no meu ombro e me contou que a filha foi estuprada. A mãe me perguntou ‘doutor você está sabendo o que aconteceu com a minha filhinha?’ Eu prometi para ela que resolveria o caso” lembra o delegado.
A mulher ainda teria lamentado dizendo que “acabaram com a filha” dela.

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