Um menino de 9 anos desapareceu em Rio Verde, em Goiás, na última quarta-feira (1°). Como o pequeno Pedro Lucas Santos ainda se encontra desaparecido, as autoridades montaram uma força-tarefa para procurá-lo. Os agentes da Polícia Militar (PM) e do Corpo de Bombeiros (CB) realizam às buscas sem uma região de mata próxima à casa do garoto. A procura tem o apoio da Polícia Civil (PC) e da Polícia Técnico-Científica.
Conforme o delegado do caso, Adelson Candeo, os oficiais estão pegando o cheiro do menino e passando para cães farejadores. “Esperamos que o encontrem vivo”, salientou. Pedro Lucas Santos desapareceu no dia 1º, mas a família só procurou a polícia quatro dias depois. De acordo com o delegado, os parentes informaram que o menino havia dito que iria para a casa da avó. Porém, isso não ocorreu e essa versão se provou uma completa mentira.
O desaparecimento
Segundo o delegado, no dia 1° de novembro, o menino foi à escola dele, juntamente com seu irmão mais novo de seis anos. Na parte da manhã, Pedro Lucas assistiu normalmente às aulas. O que aconteceu depois disso ainda é um mistério. A família do garoto só foi registrar uma ocorrência de desaparecimento quatro dias depois do sumiço da criança. Somente no domingo (5) que os parentes resolveram procurar as autoridades a fim de encontrar o filho de nove anos de idade.
Durante o registro da ocorrência, a mãe e o padrasto do menino alegaram que não foram até a polícia antes, porque acreditaram que o menino estava na casa da avó. Entretanto, o delegado afirmou que a história não era verdade. Segundo ele, a avó estava em viagem e tanto a mãe da criança quanto o padrasto sabiam dessa informação. Assim, constatada a inverdade tanto na versão da mãe quanto na do padrastro do garoto no registro de depoimentos da PC.
“A história de que a criança tinha pedido para ir para a casa da avó não era verdade. E na delegacia eles confirmaram que mentiram. Questionados sobre o porquê mentiram, eles disseram que ficaram com receio de perder a guarda dos outros dois filhos. Acreditamos que ele possa ter fugido de casa por conta de alguma desavença”, disse o Candeo.
Buscas
Conforme a mãe e o padrasto da criança, antes de registrarem a ocorrência de desaparecimento, eles fizeram uma procura em algumas praças de Rio Verde. Além disso, a mãe chegou a informar em seu depoimento à PC que o garoto não tinha o hábito de desaparecer desse modo. De acordo com a afirmação da mulher, o que geralmente acontecia era a criança ficar muito tempo na rua e ir para a casa da avó a fim de amenizar uma eventual bronca. No entanto, isso era em questão de horas e não de vários dias.
Ainda de acordo com o delegado responsável pelo caso, após o registo do desaparecimento do menino, a PC realizou buscas em hospitais, rodoviárias, Instituto Médico Legal (IML) e no Conselho Tutelar da região. Infelizmente, as autoridades não obtiveram nenhum resultado com essas procuras. “A Polícia Civil está investigando se há possibilidade de ter havido algum crime contra a criança, seja pelo padrasto, pela mãe ou outras pessoas”, acrescentou o delegado.
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