Pesquisar
Close this search box.
SAÚDE

Superlotação e transferência a mais de 180 km de distância: Paciente morre após ser removido do Hugol para hospital de Ceres

Em nota oficial, o Hugol admitiu a superlotação e informou que a transferência seguiu os protocolos, com a autorização da esposa do paciente
Superlotação e transferência a mais de 180 km de distância: Paciente morre após ser removido do Hugol para hospital de Ceres. Foto: Reprodução

publicidade

Uma transferência hospitalar sem justificativa aparente, aliada à superlotação do Hospital Estadual de Urgências (Hugol), pode ter custado a vida de Iranilson da Silva Nunes, de 43 anos. Ele sofreu um acidente de moto em Goiânia, estava em estado estável no Hugol e faleceu pouco tempo após ser transferido para Ceres, no Vale do São Patrício, localizada a 180 km da capital. Este é mais um episódio trágico na crise da saúde.

Iranilson teve um acidente de moto no Conjunto Vera Cruz no dia 3 de julho, quando retornava do trabalho. Ele foi socorrido e levado ao Hugol, reconhecido como referência em urgência e alta complexidade em Goiás.

De acordo com o hospital, foi diagnosticado com fratura no punho, sem necessidade de cirurgia imediata. Ele estava estável, consciente e com respiração espontânea.

Dois dias depois, no dia (5), o hospital comunicou superlotação e conseguiu uma vaga em um hospital em Ceres, no interior do estado.

A viagem de quase três horas foi realizada em uma ambulância sanitária que, segundo a família, era um veículo do tipo Fiorino adaptado, sem as condições ideais para a situação de Iranilson.

Leia Também:  Saúde entrega primeiros veículos para transporte intermunicipal de pacientes e anuncia mais de R$ 400 milhões para o Ceará

Relatos de Iraílton Nunes, irmão de Iranilson, indicam que o paciente passou mal assim que foi retirado da ambulância e colocado na maca do hospital em Ceres. A equipe local tentou reanimá-lo, mas ele faleceu cerca de 1h30 após a chegada ao hospital.

A família menciona que Iranilson estava se queixando de intensas dores abdominais e que a região do abdômen apresentava coloração roxa — o que sinalizaria a necessidade de uma avaliação urgente, que não foi realizada.

O que diz o Hugol

Em nota oficial, o Hugol admitiu a superlotação e informou que a transferência seguiu os protocolos, com a autorização da esposa do paciente. Afirmou ainda que, no momento da saída, o paciente não apresentava risco imediato.

O hospital é administrado pela organização social Agir desde 2015, oferecendo atendimento de média e alta complexidade em diversas especialidades, incluindo ortopedia, neurocirurgia e medicina intensiva.

Para Iraílton, a morte do irmão poderia ter sido evitada. Ele questiona a decisão de transferi-lo para uma unidade distante e sem suporte adequado, o que pode ter agravado uma hemorragia interna, enquanto o Hugol, com toda sua estrutura, poderia tê-lo mantido.

Leia Também:  Polícia Civil conclui reforma da Coordenadoria de Operações Especiais

A família ainda teve que arcar com os custos para transportar o corpo de volta a Goiânia e, até o momento, não recebeu nenhuma explicação oficial sobre a causa do falecimento.

Você tem WhatsApp? Entre em um dos canais de comunicação do JORNAL DO VALE para receber, em primeira mão, nossas principais notícias e reportagens, clique aqui

JORNAL DO VALE – Muito mais que um jornal, desde 1975 – www.jornaldovale.com

Siga nosso Instagram – @jornaldovale_ceres

Envie fotos, vídeos, denúncias e reclamações para a redação do JORNAL DO VALE, através do WhatsApp (62) 98504-9192

 

COMENTE ABAIXO:

Compartilhe essa Notícia

publicidade

publicidade

publicidade

publicidade