Na noite de segunda-feira (24), Kaique Carlos de Souza Ribeiro, preso conhecido por sua frequência em audiências e apreendido diversas vezes, morreu em confronto com policiais militares na rodovia GO-222, em Inhumas. O episódio ganhou destaque também pela lembrança do momento em que a juíza Mônica Miranda o reconheceu durante uma audiência, expressando surpresa com a pergunta: “Você de novo, Kaíque?”.
Conforme a Polícia Militar, os policiais receberam denúncia de que dois suspeitos estavam transportando drogas de Nova Veneza para Inhumas em um veículo VW Golf. Ao perceberem a presença policial, os suspeitos tentaram fugir em alta velocidade, mas foram alcançados e obrigados a parar. Ao desembarcarem do carro, efetuaram disparos contra os policiais, que revidaram. Todos os envolvidos ficaram feridos e morreram antes de receber atendimento médico no local.
No carro foram encontrados 11 tabletes de maconha e dois revólveres calibre 38. Kaique tinha uma extensa ficha criminal, incluindo homicídios, tráfico de drogas, roubo e porte ilegal de arma de fogo de uso restrito. Ele era ligado a uma facção criminosa carioca e estava envolvido, segundo investigações, na liderança do crime organizado na região. A identidade do segundo suspeito morto não foi divulgada pela polícia.
O confronto ocorreu durante uma operação da Companhia de Policiamento Especializado (CPE) de Trindade, que intensificava patrulhamento na região após as denúncias. A atuação da polícia foi considerada uma resposta legal à agressão promovida pelos criminosos, que optaram pelo confronto ao invés da rendição. A tragédia reforça a complexidade do combate ao crime organizado, marcada pela violência e resistência armada contra as forças de segurança.

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