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Vale São Patrício

Condomínio de luxo é construído sobre sítios arqueológicos em Pirenópolis e MP investiga licenças

O Ministério Público de Goiás (MP-GO) investiga a regularidade das licenças concedidas, pois a identificação dos sítios arqueológicos não teria sido formalmente comunicada ao órgão antes do avanço das obras.
Maquete mostra a área do condomínio Aldeia do Vale Pirenópolis, que está sendo construída em meio a dois sítios arqueológicos do século XVIII e do período pré-colonial — Foto: Reprodução/TV Anhanguera

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O condomínio de alto padrão Aldeia do Vale Pirenópolis, projetado para 152 casas em uma área de 550 mil m², está no centro de uma polêmica após a descoberta de dois sítios arqueológicos no local das obras, aos pés do Morro do Frota, área de preservação permanente. Fragmentos de cerâmica pré-colonial, cavas históricas e um muro de contenção do século XVIII foram encontrados, atestando a presença de vestígios tanto de povos originários quanto de atividades mineradoras coloniais. O Ministério Público de Goiás (MP-GO) investiga a regularidade das licenças concedidas, pois a identificação dos sítios arqueológicos não teria sido formalmente comunicada ao órgão antes do avanço das obras.

A Prefeitura de Pirenópolis informou que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) acompanha as descobertas e que a continuidade do empreendimento é permitida desde que seguidos os protocolos do órgão. O empreendimento, do Grupo Tropical, possui áreas destinadas à preservação ambiental integradas ao bioma do Cerrado, com nascentes, córregos e plantio de espécies nativas, além de infraestrutura de resort de luxo, como piscina de borda infinita, quadra de tênis e spa. Contudo, ambientalistas e membros do Conselho de Defesa do Meio Ambiente destacam os impactos ambientais gerados, como a retirada de muitas árvores e o aumento da largura da estrada de acesso.

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A investigação do MP visa garantir que todas as normas ambientais e arqueológicas tenham sido devidamente cumpridas e que o patrimônio cultural da região seja resguardado, diante da importância histórica dos achados, inclusive com mais de 200 fragmentos encaminhados a museus para análise. A situação evidencia o desafio da convivência entre o desenvolvimento imobiliário e a preservação do patrimônio histórico em Pirenópolis, cidade reconhecida por sua riqueza cultural e tombada pelo Iphan.

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