O reaparecimento do vírus Nipah em Bengala Ocidental, na Índia, reacende temores sobre um patógeno com letalidade de até 75%, especialmente após cinco casos confirmados em profissionais de saúde em Calcutá. Identificado em 1999 na Malásia, o Nipah já causou surtos recorrentes na Ásia, com a Índia registrando episódios desde 2001, concentrados em Kerala e agora retornando após 19 anos na região leste.
Origem e surtos históricos na Índia
O primeiro surto indiano ocorreu em 2001 em Bengala Ocidental, seguido por casos em 2007 na mesma área e explosões em Kerala, como 2018 (17 mortes em 19 infectados) e 2021 (62 óbitos em 91 casos). Globalmente, Bangladesh lidera com 343 casos entre 2001 e 2024, mas a Índia destaca-se pela transmissão hospitalar intensa.
Formas de transmissão documentadas
Inicialmente zoonótica, a infecção surge pelo contato com morcegos frugívoros via frutas ou sucos de tâmara contaminados por urina ou saliva, como em 2001. Contato com porcos infectados marcou fases precoces, mas a propagação humana domina: secreções respiratórias, saliva e fluidos corporais em hospitais e residências afetaram 75% dos casos em alguns surtos indianos.
Riscos atuais e medidas
No episódio de 2026, duas enfermeiras infectadas entre 28 e 30 de dezembro evoluíram para UTI, com 100 pessoas em quarentena. Sem vacina ou tratamento específico, autoridades asiáticas reforçam vigilância em aeroportos, enquanto a OMS monitora o potencial pandêmico. Especialistas enfatizam isolamento e higiene para conter a disseminação.
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