O líder de uma organização criminosa com base em Goiás, Wanderson Barbosa da Silva, foi condenado a 106 anos e 9 meses de prisão pela 2ª Vara dos Feitos Relativos às Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais. A decisão, proferida após a Operação Darkholme deflagrada em julho de 2024, atingiu 17 integrantes do grupo responsável por golpes cibernéticos via WhatsApp contra vítimas em todo o Brasil, incluindo idosos, advogados e médicos.
O esquema fraudava profissionais liberais e idosos, usando milhares de contatos telefônicos e fotos de alvos coletadas para impersonificação. Um único celular apreendido registrou 77.943 ligações em menos de 40 dias, com chips de DDDs variados, e o grupo movimentou mais de R$ 14 milhões entre 2021 e 2024.
Além do líder Wanderson Barbosa da Silva, condenado a 106 anos e 9 meses, outros 16 réus foram sentenciados em regime fechado pela 2ª Vara dos Feitos Relativos às Organizações Criminosas e Lavagem de Capitais de Goiás.
Lista completa de condenados
– João Gabriel de Oliveira Siqueira: 47 anos e 4 meses
– Glauber Henrique Rustiguel do Nascimento: 45 anos e 5 meses
– Alexandre Pereira da Silva: 45 anos e 4 meses
– Fernando dos Santos Oliveira: 41 anos e 10 meses
– Kelle Cristina Sousa Lima: 26 anos e 8 meses
– Felipe Pereira Machado: 22 anos e 4 meses
– Elias Júnior de Oliveira Clarindo: 20 anos e 11 meses
– Thalita Rodrigues de Jesus: 20 anos
– Michael Jacson Pereira da Silva: 20 anos
– Rodrigo de Jesus Ferreira: 18 anos e 11 meses
– Lorrayne Gabriela de Souza: 12 anos e 2 meses
– Fernando Barbosa da Silva: 11 anos e 1 mês
– Jhonny Galdino Leda: 5 anos
– Tairany Neves do Nascimento: 4 anos e 10 meses
– Danielle Braga Carapina: 4 anos e 10 meses
– Pablo Felipe Alves dos Santos: 4 anos e 4 meses
Todos respondem por organização criminosa, fraude eletrônica e lavagem de capitais, com penas proporcionais ao grau de envolvimento no esquema desmantelado pela Operação Darkholme.
Os condenados foram obrigados a pagar R$ 5 milhões em danos morais coletivos e indenizar vítimas individuais, com perda de bens como veículos, imóveis e R$ 3 milhões movimentados por um dos envolvidos. A ação, com apoio do MPGO e PM-GO em Goiânia, Aparecida de Goiânia e Senador Canedo, reforça o combate a crimes cibernéticos no estado.
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