Médicos brasileiros identificaram um novo efeito colateral grave das canetas emagrecedoras, como Wegovy e Mounjaro: a “agonorexia”, uma forma de anorexia induzida por medicamentos análogos ao GLP-1. Pacientes perdem completamente o apetite, esquecem de comer e evitam situações sociais com comida, levando a riscos como desnutrição e perda muscular extrema.
O termo, cunhado por especialistas como o endocrinologista Clayton Macedo da SBEM, descreve uma “anorexia farmacológica” que vai além da supressão normal de fome. Usuários relatam aversão total a alimentos, excesso de exercícios e isolamento social para fugir de refeições. Não se trata de um diagnóstico oficial, mas de um fenômeno crescente com o uso estético dessas drogas.
Sem acompanhamento médico, o quadro pode causar fadiga crônica, queda de imunidade, alterações hormonais e internações por desidratação ou perda óssea. Casos graves agravam transtornos alimentares preexistentes, especialmente em quem inicia doses altas sem indicação para obesidade ou diabetes. Médicos alertam para a necessidade de supervisão rigorosa.
Especialistas da SBEM recomendam essas canetas apenas para pacientes com IMC acima de 30 ou diabetes tipo 2, com progressão gradual de doses. Pessoas em busca de emagrecimento estético sem orientação enfrentam os maiores perigos, e o monitoramento de peso e nutrição é essencial para evitar a agonorexia.
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