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Plantão Policial

Família de Nova Glória busca há 17 anos por jovem de Goiânia desaparecida após descobrir gravidez

Mayra tinha viagem marcada para Nova Glória, onde a família mora, e planejava ir com o namorado, um policial militar (PM).
Mayra Silva Paula. Foto: Divulgação

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A estudante de enfermagem Mayra Silva Paula, de 20 anos, está desaparecida desde 4 de julho de 2009. Quase 17 anos depois, a família denuncia o esquecimento do caso por ineficácia da Polícia Civil de Goiás, Ministério Público Federal (MPF), Força Nacional e Polícia Federal (PF).

“Inicialmente, a investigação ficou a cargo da Polícia Civil de Goiás, por meio da Delegacia de Homicídios de Goiânia. Tentaram por todas as formas encontrar a Mayra e nunca houve êxito. O processo foi encaminhado para a Justiça Federal, acreditando que a Mayra tinha saído do país ou sido vítima de tráfico humano. O MPF fez algumas pesquisas, mas não teve notícia do paradeiro dela, nem da saída dela do país. Então arquivaram o processo”, explica o advogado da família, Breyner Silva.

Antes do arquivamento em 22 de outubro de 2019, houve um trabalho minucioso: Mayra foi incluída na Difusão Amarela, embora o cartaz não especificasse o local do desaparecimento ou país possível. Dados de cartórios e unidades hospitalares foram analisados para verificar se ela deu à luz, mas nenhuma pista surgiu.

O último contato conhecido ocorreu na madrugada de sábado, 4 de julho de 2009, às 00h45, quando Mayra atendeu uma ligação de um orelhão em frente ao prédio no Setor Pedro Ludovico, em Goiânia, onde dividia apartamento com três amigas. Ela desceu até a portaria e nunca mais foi vista.

Após o sumiço, um torpedo supostamente enviado por ela a uma amiga mencionava uma carta deixada no apartamento para a mãe, Edlamar Rosário da Silva Oliveira. Nela, Mayra revelava a gravidez – desconhecida pela família –, pedia desculpas e declarava amor à mãe, à irmã de seis meses e a outros parentes. “Ela disse que tentou resolver o problema, mas não conseguiu. No primeiro momento, a gente pensava que ela tinha se suicidado, mas suicida a gente acha o corpo. Ela não voltou para casa porque engravidou e ficou receosa de me contar, pensou que talvez eu não aceitasse esse fato”, desabafa Edlamar.

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Carta deixada para mãe: Foto: Mais Goiás

Mayra tinha viagem marcada para Nova Glória, onde a família mora, e planejava ir com o namorado, um policial militar (PM). “Estava esperando aqui em casa a chegada, só que ela não chegou. Fiz muitas ligações para o celular dela, mas não atendia. Nas férias, todos os feriados maiores, ela vinha para casa. Só que neste 4 de julho, ela não retornou”, relembra a mãe.

Policial investigado como principal suspeito

O PM é o principal suspeito, mas foi inocentado por falta de provas. Uma amiga relatou que Mayra confidenciou a sugestão dele de aborto, rejeitada por ela, que sonhava em formar família. Nos depoimentos, o PM admitiu frequentar o apartamento e discutir a gravidez. Mayra, nervosa, teria dito: “Ou você me leva, ou deste jeito [grávida] eu não apareço na casa da minha mãe sozinha”.

Em depoimento de 21 de outubro de 2009, ele confirmou visita pré-desaparecimento, antes de um plantão na Festa de Trindade (13h às 23h). Ele saiu de Trindade às 23h15 com um colega, que corroborou. Deixou o companheiro no Setor Crimeia Oeste e trocou torpedo com Mayra às 23h49. A dona do apartamento viu o carro dele na frente do prédio nessa noite.

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“No dia que ela desapareceu, ele chegou na cidade sozinho. A família dele mora aqui. Conversei várias vezes com ele, ele falou que não sabia dela mesma. A família dele fala que ele não sabe dela”, conta Edlamar.

Pesadelo sem fim para a família

O número de Mayra funcionava por um tempo, mas foi cancelado em 2010 e repassado a outra pessoa. “Foi só tristeza na minha vida. Nunca mais eu vivi, sobrevivo. Nunca mais tive uma vida tranquila. São noites sem dormir, preocupada, sem saber de nenhuma notícia”, conclui Edlamar.

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