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Direitos dos idosos são debatidos em audiência com presença da comunidade acadêmica e de representantes de associação

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A Assembleia Legislativa do Estado de Goiás (Alego) realizou na tarde desta quarta-feira, 13, audiência pública com o tema “Direito dos Idosos”. O encontro, iniciativa do deputado Mauro Rubem (PT), reuniu representantes da comunidade acadêmica e integrantes da Associação dos Idosos Gideões, de Aparecida de Goiânia, para ampliar o debate sobre políticas públicas voltadas à garantia da dignidade, inclusão e qualidade de vida da população idosa.

O parlamentar iniciou sua fala com destaque à importância da atuação do Estado, com destinação de recursos e construção de políticas públicas efetivas para a população idosa, que representa, hoje, 16,6% da população brasileira, de acordo com o IBGE.

O deputado reconheceu a importância da atuação de entes particulares no segmento, a exemplo da Associação Gideões e outras entidades, mas defendeu que tais ações “não podem ser apenas iniciativas privadas”. Mauro Rubem defendeu a previsão de ações concretas voltadas à população idosa no orçamento público e citou, como exemplo, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que inicia seu trâmite na Alego.

A alocação de recursos públicos em áreas de interesse social “é uma decisão política, e precisamos ter força política para resolver”, apontou o deputado. “Vamos acompanhar o orçamento, ver o que está previsto”, declarou Mauro Rubem.

A audiência reuniu integrantes do Centro Universitário UniAraguaia, que desenvolve o projeto de extensão Envelhecimento Ativo e Saudável, com mais de 1.200 acadêmicos envolvidos em ações junto a entidades do segmento. Atualmente, já são cinco instituições visitadas pelo projeto acadêmico.

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A coordenadora Érica Sandoval Garcêz declarou que a iniciativa busca o mapeamento de necessidades junto a instituições como a Associação Gideões. A partir desse cenário, explica, resultam ações junto ao poder público para a defesa da causa da pessoa idosa. “Precisamos desse olhar para preservação de vidas, da memória, da humanidade”, declarou.

Demandas

No caso dos Gideões, a demanda principal diz respeito à regularização do espaço em que funciona a entidade, hoje cedido pela Prefeitura de Aparecida de Goiânia. Dada a importância da ação social e os impactos à população, a entidade quer a documentação definitiva da área para realizar melhorias e reformas de forma regular.

A diretora da associação, Adriana Silveira, explicou que protocolou um novo requerimento junto à Secretaria de Habitação de Aparecida de Goiânia para a regularização em pauta. “A luta é grande. Batemos na mesma tecla”, declarou.

De acordo com Adriana, a associação foi criada 2021 a partir de visitas em assistência social, quando percebeu idosos ociosos e em busca de atividades. O grupo migrou para a casa de Adriana e, posteriormente, ao espaço cedido.

A diretora destacou a importância da discussão chegar até a Casa de Leis. “É aqui que se discute o orçamento, a LDO, e precisamos levar essa política pública à pessoa idosa. É um direito que está na Constituição, está no Estatuto da Pessoa Idosa. Precisamos levantar essa discussão na Casa de Leis, porque vai fortalecer essa atuação”, argumentou.

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Na visão de Adriana, as ações em prol da pessoa idosa “precisam ser concretas, mostradas e que beneficiem lá na ponta, nas associações, nas instituições de longa permanência para idosos. Lá na ponta está a sociedade que precisa e movimenta a qualidade de vida do envelhecer. Esse envelhecer é participativo, então é importante vir aqui na Alego e conhecer o papel do Legislativo, dos deputados”, afirmou.

Ao fim do encontro, Mauro Rubem enalteceu a iniciativa da UniAraguaia e o trabalho da Associação dos Idosos Gideões, e reconheceu que “é preciso a organização e atuação de grupos organizados e representativos para resolver as questões da pessoa idosa”.

Para o deputado, há uma “erosão” das políticas públicas goianas em relação a populações especificas, a exemplo dos idosos. Para ele, a substituição de programas financeiros impossibilita que prefeituras possam construir agendas em prol dessa parcela da sociedade. “Infelizmente, o Estado está devendo muito a essa população”, argumentou Rubem.

“Precisamos estruturar um Estado inclusivo, que coloca as pessoas, o pobre, o cidadão no orçamento – porque o grupo privilegiado já está no orçamento. Porém uma política pública para poder retribuir a quem trabalhou a vida toda nós não temos. Essa é uma grande contribuição da audiência de hoje. Não é difícil para as prefeituras e o Estado aplicarem essas sugestões que foram aqui apresentadas”, encerrou Mauro Rubem.

Fonte: Assembleia Legislativa de GO

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