A Polícia Civil de Goiás (PCGO), por meio do Grupo Especial de Investigações Criminais (GEIC) de Quirinópolis – 8ª DRP, deflagrou, nesta quarta-feira (27), a fase 9 da Operação Destroyer – Asfixia II, com o objetivo de desarticular organização criminosa voltada ao tráfico interestadual de drogas, associação para o tráfico, integração a facção criminosa e lavagem de capitais. A ação tem atuação em Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Distrito Federal.
Foram cumpridos 19 mandados de prisão temporária e 15 mandados de busca e apreensão domiciliar, totalizando 34 medidas cautelares. Até o momento, 16 prisões já foram efetivadas, sendo 17 em Quirinópolis (região sudoeste de Goiás) e as demais em Minas Gerais e Mato Grosso do Sul.

As investigações tiveram início após sucessivas apreensões realizadas em ações integradas da PCGO e da Polícia Militar de Goiás (PMGO). Na primeira fase da operação, dois investigados foram presos em Campo Grande/MS, ocasião em que foram apreendidos aproximadamente 16 kg de cocaína, grande quantidade de maconha e uma pistola que seriam destinados a Quirinópolis.
Ao longo das investigações, outras ações resultaram na apreensão de:
Entorpecente
Maconha 300 kg
Cocaína 16 kg (fase 1)
Crack 2 kg
Comprimidos de ecstasy 76 unidades
Além das drogas, foram apreendidos armas, veículos, aparelhos celulares e balanças de precisão utilizados na logística criminosa.
Estrutura da organização criminosa
A investigação apontou que o grupo possuía estrutura hierarquizada, divisão de tarefas e atuação contínua no tráfico interestadual de drogas. Segundo a PCGO, os investigados utilizavam:
– veículos locados;
– “laranjas” (pessoas de confiança para esconder bens);
– contas bancárias de terceiros;
– rotas específicas entre Mato Grosso do Sul e Goiás para o transporte de entorpecentes.
Também foram identificados indícios de ligação de parte dos investigados com facção criminosa de alcance nacional. Interceptações telefônicas revelaram diálogos sobre recrutamento de integrantes, funções internas e movimentação de grandes carregamentos de drogas, evidenciando a alta capacidade operacional da organização.

Foco da fase 9: núcleo financeiro
O foco desta fase 9 é o núcleo de financiadores do esquema criminoso, suspeitos de fornecer capital para a compra de entorpecentes e participar diretamente dos lucros obtidos com a traficância. A investigação também apura a atuação de intermediadores responsáveis por conectar o capital ilícito à execução dos crimes.
Os mandados foram cumpridos nas cidades de Quirinópolis e Paranaiguara (Goiás), Uberlândia (Minas Gerais) e Campo Grande (Mato Grosso do Sul).
O nome da operação faz referência à estratégia de sufocamento financeiro e operacional da organização criminosa, mediante a interrupção de rotas, prisão de integrantes e descapitalização da estrutura utilizada no tráfico de drogas.
A Operação Destroyer integra ação permanente da PCGO no enfrentamento ao crime organizado, desarticulação de organizações criminosas e asfixia financeira de grupos envolvidos em atividades ilícitas.
Os presos em caráter temporário serão responsáveis por prestar esclarecimentos à polícia e responderão pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o tráfico, organização criminosa e lavagem de capitais. A polícia continua com as investigações em andamento e pode cumprir novas medidas judiciais nas próximas semanas.
Com informações da Polícia Civil de Goiás
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