Uma mulher de 41 anos foi encontrada em um penhasco na Serra do Rola Moça, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e resgatada com apoio de equipes especializadas na manhã desta terça-feira (26), após ter passado pelo menos um dia desaparecida, segundo informações oficiais. O caso mobilizou militares, bombeiros, equipes de inteligência, drones e equipamentos de detecção térmica durante buscas que se estenderam pela madrugada.
De acordo com o boletim de ocorrência e com a Polícia Militar, a vítima — identificada como Ana Cláudia Rodrigues da Silva Souza — saiu de casa na manhã de segunda-feira (25/5) para levar a filha mais nova à escola, no bairro Pindorama, na Região Noroeste de Belo Horizonte. Depois, seguiria para o trabalho, no bairro Mangabeiras, mas não chegou ao emprego nem atendeu às ligações da família a partir das 8h, horário em que enviou a última mensagem de texto.
Ainda na manhã de segunda-feira, familiares relataram ter visto o ex-companheiro de Ana Cláudia, identificado pela polícia como Silvanildo Amâncio de Araújo, de 52 anos, nas proximidades. A filha mais nova teria reconhecido o carro do pai estacionado próximo à escola, e mensagens trocadas indicaram que ele correu e se escondeu do outro lado da rua momentos antes do desaparecimento. Segundo a PM, um ex-genro do suspeito conseguiu contato telefônico com Silvanildo no mesmo dia; durante a conversa, o homem teria afirmado estar com Ana Cláudia e ter dito que havia sequestrado a vítima, além de declarar intenção de jogá-la de um penhasco.
As informações sobre a alegada confissão e a localização aproximada de Silvanildo — inicialmente apontada para a região do Jardim Canadá, em Nova Lima — levaram as forças de segurança a organizar uma operação conjunta. Ao longo da noite e da madrugada, as buscas reuniram o Corpo de Bombeiros, a Polícia Militar, equipes de inteligência, além de apoio aéreo por drones e tecnologia de detectação térmica para mapear a área de mata fechada e os desníveis da Serra do Rola Moça.
Imagens registradas nesta terça-feira mostram o momento em que os militares e bombeiros localizam Ana Cláudia agarrada à vegetação em uma área de difícil acesso do penhasco. Conforme divulgado pelas equipes, a mulher estava viva e consciente; nas imagens ela consegue gesticular para os socorristas enquanto profissionais tentam alcançar o local do resgate. Equipes de salvamento utilizaram técnicas e equipamentos de rapel e ancoragem para acessar a área sem causar deslizamentos ou agravar o risco à vítima.
Após o resgate, Ana Cláudia foi encaminhada para atendimento médico. Fontes oficiais informaram que ela apresentava ferimentos compatíveis com quedas e exposição, mas estava estável no momento inicial do socorro. Ainda não há detalhes públicos sobre seu estado de saúde após os primeiros atendimentos nem sobre depoimentos formais prestados por ela às autoridades.
O suspeito, Silvanildo, é procurado pelas polícias. Segundo a corporação, ele teria feito declarações de intenção de cometer homicídio, o que elevou a urgência da operação de busca e caracterizou o caso como possível tentativa de feminicídio, hipótese que está sendo apurada nas investigações. Não há, até o momento, confirmação pública sobre prisão em flagrante nem sobre localização do veículo do suspeito.
Autoridades ressaltaram que a rapidez na mobilização foi fator determinante para o desfecho do caso. O uso combinado de inteligência, tecnologia (drones e sensores térmicos) e técnicas de salvamento em terreno íngreme permitiu encontrar a vítima antes que o tempo e as condições da serra agravassem o risco. A Polícia Militar informou que seguirá com as diligências para localizar e prender o suspeito e que todas as linhas de investigação estão sendo seguidas em conjunto com o Ministério Público e a polícia civil.
Familiares de Ana Cláudia acompanharam parte das buscas e foram orientados pelas equipes sobre os procedimentos de resgate e atendimento. A assistência psicossocial e os encaminhamentos necessários à vítima e à família serão providenciados conforme protocolos de atendimento a vítimas de violência.
As autoridades pedem que qualquer informação sobre o paradeiro de Silvanildo Amâncio de Araújo seja reportada imediatamente à Polícia Militar pelo telefone 190, ou à Delegacia de Polícia Civil responsável pelo caso. A investigação segue em curso; novas atualizações devem ser divulgadas pelas corporações responsáveis.
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