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“Sem reforma não haverá agricultura familiar”, afirmam lideranças em sessão da Alego

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Todos os integrantes da mesa diretiva fizeram uso da palavra na sessão solene que homenageia agricultores e agricultoras assentados e acampados da reforma agrária. A solenidade ocorre no Plenário Iris Rezende na manhã desta sexta-feira, 12, por proposição do deputado Mauro Rubem, do PT.

O primeiro a discursar foi o assessor parlamentar Valminandes Martins de Souza, que manifestou satisfação em integrar a equipe e destacou que o plenário, pertencente ao povo goiano, recebe homens e mulheres com trajetória de luta e resistência. Segundo ele, a homenagem representa reconhecimento à reforma agrária, à agricultura camponesa e ao fortalecimento da agricultura familiar.

O coordenador-geral da Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar do Estado de Goiás (Fetraf-GO), Antônio Chagas, defendeu que a unidade entre os movimentos sociais é fundamental para o avanço das pautas. Afirmou que, apesar das diferenças de opinião ou organização, a luta conjunta fortalece as conquistas e que cada liderança, assentamento e acampamento integra a construção coletiva. Concluiu afirmando que a luta valoriza a vida e respeita a criação.

Diretora estadual do Movimento Camponês Popular (MCP), Marivalda Aparecida dos Santos enfatizou que o movimento é formado por pessoas que acreditam na agricultura camponesa, na produção de alimentos saudáveis e na transformação social por meio da organização popular. Ressaltou que, em Goiás, o MCP é pequeno em número de integrantes, mas grande em compromisso e resistência. Afirmou que o movimento segue construindo sua história com coragem e unidade, sempre em defesa da terra e da dignidade do povo brasileiro.

Representantes

Ao discursar, o assessor parlamentar Celso Machado de Faria, representante do deputado federal petista Rubens Otoni, saudou as mulheres presentes. Afirmou que são elas que contribuem diariamente para a construção da agricultura familiar e da luta pela terra. Ressaltou que o deputado Otoni é parceiro histórico dos movimentos sociais, da agricultura familiar e dos assentamentos rurais, e continuará ao lado das causas populares.

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Representante da deputada federal Adriana Accorsi, do PT, Alair Luiz dos Santos destacou a importância da luta dos trabalhadores do campo e reafirmou o compromisso da parlamentar com a reforma agrária, a agricultura familiar e os direitos da classe trabalhadora. Defendeu a ampliação do acesso ao crédito rural, especialmente pelo Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), e avanços na política de reforma agrária, lembrando que milhares de famílias ainda aguardam acesso à terra em Goiás.

Mudanças

O coordenador do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Goiás, Belchior Viana Gonçalves, afirmou que a terra é a primeira conquista e base dos objetivos do movimento. Defendeu que a reforma agrária vai além da distribuição de terras e exige investimentos que garantam dignidade e permanência das famílias no campo. Sobre o cenário político, avaliou: “Só vamos ter reforma agrária no país no dia que a gente conseguir mudar a sociedade, pois temos um modelo burguês que concentra as riquezas da terra”.

O vice-presidente da Central do Sindicato dos Brasileiros (CSB), Aécio Aires Fernandes, defendeu que a reforma agrária deve ser política de Estado. Chamou atenção para os desafios enfrentados por assentados em municípios com forte presença do agronegócio, como a falta de reconhecimento e de condições de produção. Defendeu ainda a renovação das lideranças dos movimentos sociais e o incentivo à participação da juventude para garantir a continuidade da luta.

O representante do Movimento de Libertação dos Sem Terra (MLST), Aparecido Ramos, defendeu a unidade entre os movimentos do campo, a ampliação da reforma agrária e o fortalecimento da agricultura familiar, da produção orgânica e das feiras de comercialização. Incentivou trabalhadores e trabalhadoras a não desistirem da luta, afirmando que cada área conquistada representa avanço na democratização do acesso à terra.

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Contexto político

A secretária de Mulheres Agricultoras Familiares da Federação dos Trabalhadores Rurais na Agricultura Familiar do Estado de Goiás (Fetaeg), Ariana dos Santos, saudou as mulheres que lutam pela reforma agrária e os mais velhos que abriram caminho. Avaliou que o contexto político é crucial para a continuidade da luta e conclamou a eleição de deputados federais e estaduais comprometidos com a reforma agrária, lembrando que a luta de classes é contínua.

O chefe da divisão de obtenção de terra do Incra Goiás, Silvano Alves Brito, enalteceu a iniciativa do parlamentar. Ressaltou a importância do apoio político e institucional para o fortalecimento da reforma agrária e afirmou que a ampliação dos assentamentos depende de recursos públicos para desapropriação de terras. Destacou o aumento do orçamento federal destinado ao Incra nos últimos anos, o que permitiu investimentos em crédito, infraestrutura e apoio às famílias assentadas. Concluiu com a frase: “A força da agricultura familiar está na reforma agrária, sem reforma não haverá agricultura familiar”.

Por fim, a superintendente federal do Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar em Goiás, Jéssica Brito, parabenizou os presentes pela retomada da democracia com a eleição de um presidente comprometido com os direitos dos trabalhadores. Afirmou que isso tornou possível a retomada de políticas públicas direcionadas à agricultura familiar e à reforma agrária, consideradas estruturantes no país. Acrescentou que o ministério busca mais recursos e investimentos para inclusão produtiva e agroecológica, com equipamentos chegando a diversos territórios.

Fonte: Assembleia Legislativa de GO

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